FESTIVAL MÚSICA VIVA 2026 • insurgência - Insurgency

32ª EDIÇÂO - EDITION - 28 of April to 03 of May 2026 - Teatro São Luiz

co-produção

Imagem do Festival em alta resolução

Imagem do Festival para web

Apresentação e detalhes dos concertos em word

Fotografias concertos

1.     28 de Abril de 2026                        20h     #1           Sala Luís Miguel Cintra

2.     29 de Abril de 2026                        18h     #2         Sala Bernardo Sassetti

3.     29 de Abril de 2026                        20h     #3           Sala Luís Miguel Cintra

4.     30 de Abril de 2026                        18h   #4             Sala Bernardo Sassetti

5.     30 de Abril de 2026                        20h    #5             Sala Luís Miguel Cintra

6.     2 de Maio de 2026                         18h   #6            Sala Bernardo Sassetti

7.     2 de Maio de 2026                         20h    #7             Sala Luís Miguel Cintra

8.     3 de Maio de 2026                         17h30   #8            Sala Luís Miguel Cintra

Festival Música Viva 2026  afirma-se como um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas: a consolidação de poderes hegemónicos, o agravamento das desigualdades, a normalização da tirania, o massacre e a erosão progressiva da humanidade e da natureza. Perante este estado do mundo, o festival assume a insurgência como necessidade vital num gesto consciente contra a inércia, o silenciamento e a indiferença.

Nesta 32ª edição, Insurgência é simultaneamente poética e política. A criação musical surge como acto de confronto, de desvio e de recusa, afirmando a arte como arma sensível contra a violência estrutural, a desumanização e a lógica do medo. As obras apresentadas não procuram o conforto, mas antes a fricção: questionam, expõem feridas, abrem fissuras e convocam novas formas de escuta, pensamento e presença.

O programa cruza linguagens, gerações e geografias, reunindo artistas que desafiam modelos dominantes, exploram os limites do som, do corpo, da palavra e da tecnologia, e afirmam a contemporaneidade como espaço de urgência, pluralidade e risco; encontros que propõem e constroem um percurso de escuta intensa e de reflexão crítica sobre o nosso tempo.

O Festival Música Viva convida este ano a palavra poética como acto político e sonoro: em cada concerto, poetas lêem poemas sobre insurgência, resistência e liberdade; vozes que entram em diálogo com as obras musicais, ampliando o campo de sentido de cada encontro. A poesia não ilustra a música nem a música ilustra a poesia, mas ambas habitam o mesmo espaço de risco e, constroem juntas uma forma de presença que recusa a passividade.

No Festival Música Viva 2026, insurgir é resistir à uniformização do gosto, é criar contra a violência da repetição, é afirmar a arte como lugar de liberdade, imaginação radical e responsabilidade.
Num mundo em colapso, a arte musical e a arte poética, tornam-se actos

The Festival Música Viva 2026 establishes itself as a stage for aesthetic and ethical resistance in a world marked by deep crises: the consolidation of hegemonic powers, the worsening of inequalities, the normalisation of tyranny, massacre, and the progressive erosion of humanity and nature. In the face of this state of the world, the festival embraces insurgency as a vital necessity—a conscious gesture against inertia, silencing, and indifference.

In this 32nd edition, Insurgency is both poetic and political. Musical creation emerges as an act of confrontation, deviation, and refusal, asserting art as a sensitive weapon against structural violence, dehumanisation, and the logic of fear. The works presented do not seek comfort but rather friction: they question, expose wounds, open fissures, and summon new forms of listening, thinking, and presence.

The programme crosses languages, generations and geographies, bringing together artists who challenge dominant models, explore the limits of sound, the body, the word and technology, and affirm contemporaneity as a space of urgency, plurality and risk. Encounters that propose and build a path of intense listening and critical reflection on our time.

The Festival Música Viva this year invites the poetic word as a political and sonic act: throughout the concerts, poets read poems of their own authorship on insurgency, resistance and freedom — voices that enter into dialogue with the musical works, expanding the field of meaning of each encounter. Poetry does not illustrate music, nor does music illustrate poetry, but both inhabit the same space of risk and together construct a form of presence that refuses passivity.

At Festival Música Viva 2026, to insurgе is to resist the uniformisation of taste, to create against the violence of repetition, to affirm art as a place of freedom, radical imagination and responsibility. The word spoken aloud, within a concert, is also a gesture of insubmission. A body that speaks before another body that listens, without mediation.

In a world in collapse, music and poetry become simultaneous acts of refusal and active hope.