FESTIVAL MÚSICA VIVA 2026 • insurgência - Insurgency
32ª EDIÇÂO - EDITION
28 of April to 03 of May 2026
full program available soon
co-produção
The Festival Música Viva 2026 establishes itself as a stage for aesthetic and ethical resistance in a world marked by deep crises: the consolidation of hegemonic powers, the worsening of inequalities, the normalisation of tyranny, massacre, and the progressive erosion of humanity and nature. In the face of this state of the world, the festival embraces insurgency as a vital necessity—a conscious gesture against inertia, silencing, and indifference.
In this 32nd edition, Insurgency is both poetic and political. Musical creation emerges as an act of confrontation, deviation, and refusal, asserting art as a sensitive weapon against structural violence, dehumanisation, and the logic of fear. The works presented do not seek comfort but rather friction: they question, expose wounds, open fissures, and summon new forms of listening, thinking, and presence.
The programme crosses languages, generations, and geographies, bringing together artists who challenge dominant models, explore the limits of sound, body, word, and technology, and affirm contemporaneity as a space of urgency, plurality, and risk—encounters that propose and construct a path of intense listening and critical reflection on our time.
At the Festival Música Viva 2026, to insurg is also to resist the uniformization of taste, to create against the violence of repetition, and to affirm art as a place of freedom, radical imagination, and responsibility. In a world in collapse, music becomes an act of insubordination and active hope.
O Festival Música Viva 2026 afirma-se como um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas: a consolidação de poderes hegemónicos, o agravamento das desigualdades, a normalização da tirania, o massacre e a erosão progressiva da humanidade e da natureza. Perante este estado do mundo, o festival assume a insurgência como necessidade vital num gesto consciente contra a inércia, o silenciamento e a indiferença.
Nesta 32ª edição, Insurgência é simultaneamente poética e política. A criação musical surge como acto de confronto, de desvio e de recusa, afirmando a arte como arma sensível contra a violência estrutural, a desumanização e a lógica do medo. As obras apresentadas não procuram o conforto, mas antes a fricção: questionam, expõem feridas, abrem fissuras e convocam novas formas de escuta, pensamento e presença.
O programa cruza linguagens, gerações e geografias, reunindo artistas que desafiam modelos dominantes, exploram os limites do som, do corpo, da palavra e da tecnologia, e afirmam a contemporaneidade como espaço de urgência, pluralidade e risco; encontros que propõem e constroem um percurso de escuta intensa e de reflexão crítica sobre o nosso tempo.
No Festival Música Viva 2026, insurgir é ainda resistir à uniformização do gosto, é criar contra a violência da repetição, é afirmar a arte como lugar de liberdade, imaginação radical e responsabilidade. Num mundo em colapso, a música torna-se um acto de insubmissão e de esperança ativa.
