Concerto e lançamento do álbum Outras Flores de Música, do organista Cláudio de Pina, música contemporânea portuguesa para órgão histórico português com obras de Bruno Gabirro, Diogo Alvim, Cláudio de Pina e Vítor Rua.
PROGRAMA
.Tento de Falsas (2024) · Cláudio de Pina (1977‒)
Quasi-Lontano (2023) · Cláudio de Pina (1977‒)
Órgão, electrónica e electroacústica sobre suporte
Outras Flores de Música (2026) é um álbum de música contemporânea portuguesa do séc. XXI dedicado exclusivamente a obras escritas especificamente para o órgão histórico português (também nomeado de «órgão ibérico»), um instrumento único do séc. XVIII e marca indelével da cultura e história portuguesa. Aqui encontramos composições, contrastantes, de Bruno Gabirro, Diogo Alvim, Cláudio de Pina e Vítor Rua. Cada uma das obras representam um estudo topológico com o recurso à; partitura, partitura gráfica, partitura verbal, paisagem sonora, electrónica e a electrocústica sobre suporte. Com a interpretação, produção, captação, edição, masterização e direcção artística de Cláudio de Pina. Outras Flores de Música retira o seu título de outro conjunto de obras para tecla, Flores de Música (publicado em Lisboa, c. 1620), que constituem uma das mais antigas impressões de música instrumental na Europa. Estas novas obras, não ofuscando tamanho legado histórico, representam o potencial sonoro destes instrumentos vetustos, que ainda respiram para uma nova música.
Serão apresentadas duas obras, Tento de Falsas (2024) e Quasi-Lontano (2023), com difusão através da Orquestra de Altifalantes do O’culto da Ajuda. Paralelamente, serão projectadas ilustrações de António Cadete (1937‒2021) do Manual Ilustrado de Espécies da Flora Portuguesa I e II vol. (1991) e outros quadros.
O som imersivo e a imagem mesclam-se numa só obra interdisciplinar, com uma mensagem inovadora, com um carácter sócio-político sobre a intervenção da Arte na política e sociedade. Este álbum é dedicado à família Cadete. Todos somos Cadetes.
Cláudio de Pina (1977‒) é artista sonoro, organista, musicólogo e compositor. Titular do órgão histórico da Igreja Paroquial da Ajuda (Lisboa). É investigador integrado no GIMC (CESEM/FCSH). Detêm um Doutoramento em Artes Musicais (PhD, summa cum laude) e um Diploma de Estudos Avançados (FCSH/ESML) como bolseiro FCT, I.P., assim como um Mestrado em Artes Musicais (com distinção no Quadro de Honra, Melhor Mestre, FCSH‒UNL). Estudou no Instituto Gregoriano de Lisboa, Hot Jazz Clube, Eng. Física (FC–UL) e Quimicotecnia (ESMP). Possui o certificado de competências pedagógicas (IEFP). Completou diversos masterclasses, workshops e pós-graduações na área da composição, paisagem sonora, música electroacústica, sound design e espacialização.
O seu trabalho académico, publicado, indexado e citado internacionalmente, dedica-se à análise musical, composição, acústica, síntese sonora, espacialização e interpretação musical. Dedica o seu trabalho artístico como organista e compositor no domínio da música contemporânea e electroacústica sendo apresentado nacional e internacionalmente, contando com dezenas de selecções oficiais e prémios em festivais (sendo os mais relevantes; L’Espace du Son, World New Music Days, MUSLAB, NAISA, MAtera INtermedia), assim como obras para Teatro e Cinema. Na sua discografia como organista encontramos Asteroeidēs (2020), Palimpsestus (2020), Avant-garde Organ (GDA, 2022), Aether Ventus (2023) e Outras Flores de Música (SPA e MMP, 2026). Como compositor as suas obras foram premiadas e editadas internacionalmente, citando como as mais relevantes, Métamorphoses, MA/IN e Deep Wireless.
Trabalha independentemente como musicólogo, revisor, tradutor e consultor especialista. É TI musical na Miso Music Portugal e musicólogo no MIC.PT.
António Cadete (1937‒2021), nascido em Elvas, foi desenhador iconográfico da Flora portuguesa (1970–1993) e um pintor altamente distinguido, que expôs regularmente a título individual e colectivo (1956–2006). Está representado em colecções privadas nacionais e internacionais. Conhecido pelas suas aguarelas, desenhos satíricos, as suas paisagens alentejanas e o seu povo. Nas suas inúmeras distinções encontramos o 1.º Prémio de Aguarela no 1.º Salão de Pintura de Elvas (1970), diploma de Honra da cidade de Elvas (1988), Louvor Público da Presidência do INIA, Medalha Arte / Ciência do INIA e citação no dicionário Portuguese 20th Century Artists. Como desenhador e pintor as suas obras foram publicadas nos seguintes volumes: Papilionáceas Novas para a Guiné Portuguesa (1970), Catálogo das Plantas Infestantes das Searas de Trigo, I e II (1978/1982), Flora Vascular de Andaluzia Ocidental I, II e III, ed. espanhola (1987), Manual Ilustrado de Espécies da Flora Portuguesa, I e II (1991/1993).
