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Trio Nahia  • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026
Jun
6
6:00 PM18:00

Trio Nahia • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026

BILHETEIRA

Trio Nahia

PROJECTO

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
Parceria Miso Music Portugal & Associação Portuguesa dos Amigos da Música.

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Duo Kontrast • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026
Jun
7
6:00 PM18:00

Duo Kontrast • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026

BILHETEIRA

Duo Kontrast

PROJECTO

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
Parceria Miso Music Portugal & Associação Portuguesa dos Amigos da Música.

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Quinteto Allegro  • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026
Jun
13
6:00 PM18:00

Quinteto Allegro • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026

BILHETEIRA

QUINTETO ALLEGRO
 Joana Bezerra, flauta
 Catarina Farias, oboé
Gonçalo Pinto, clarinete
João Pedro Fontão, fagote
Luísa Magalhães, trompa

Programa

Kleine Kammermusik, Op.24 No.2 de Paul Hindemith (13 minutos)

I.                             Lustig: Mässig schnelle Viertel
II.                          Walzer: Durchweg sehr leise
III.                       Ruhig und einfach. Achtel
IV.                      Schnelle Viertel
V.                         Sehr lebhaft 

Adagio e Scherzino de Joly Braga Santos ( 7 minutos)

 

Quinteto de sopros, Op. 43 de Carl Nielsen (15 minutos)

I.                             Allegro ben modeto
II.                          Menuet

 

Six Bagatelles de Gyorgy Ligeti (12 minutos)

I.                             Allegro con spirito
II.                          Rubato, lamentoso
III.                         Allegro grazioso
IV.                      Presto ruvido
V.                         Adagio, mesto
VI.                      Molto vivace, capriccioso

 Biografia do grupo: 

Criado no âmbito da disciplina de Música de Câmara da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes doEspetáculo) no ano letivo de 2025/2026, este quinteto de sopros surge sob a orientação do professor PedroSilva. O ensemble é constituído por Joana Bezerra (flauta), Catarina Farias (oboé), Luísa Magalhães (trompa),João Fontão (fagote) e Gonçalo Pinto (clarinete). A formação reúne jovens músicos em fase de aprofundamento artístico e técnico, com o objetivo de explorar e desenvolver o repertório camerísticopara esta formação.

Biografias individuais:

 Joana Bezerra, flauta
Joana Bezerra, jovem flautista portuguesa que se destaca no ramo orquestral, ganhou a bolsa de estudos daYamaha 2025/2026 em Portugal e colabora regularmente com orquestras renomadas nacionais sendo estas aBanda Sinfónica Portuguesa (BSP), a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP) e a Orquestra Con Spirito. Natural deAlbufeira, atualmente encontra-se a frequentar o Mestrado em Interpretação, em flauta, na Escola Superior deMúsica e Artes do Espetáculo (ESMAE), onde estuda na classe da professora Ana Raquel Lima. Além da sua atividade académica e profissional, o seu percurso tem sido marcado por diversos professores e maestrosinternacionais, inúmeros estágios de orquestra com orquestras académicas e profissionais e participaçõesem festivais nacionais, refletindo o seu envolvimento com a música.

 Catarina Farias, oboé
Catarina Catarino Farias nasceu no dia 6 de outubro de 2003, na Covilhã. Atualmente, frequenta o Mestrado emInterpretação Artística na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, na classe do professor Ricardo Lopes.
Frequentou o Conservatório Regional de Música da Covilhã e a Escola Profissional de Artes da Beira Interior, ambos naclasse do professor Francisco Luís Vieira. No ano letivo 2021/2022, ingressou na ESMAE. No ano letivo 2024/2025,estudou na Robert Schumann Hochschule em Düsseldorf, com o professor Ralph van Daal, através do programaERASMUS+.
Integrou também diversas orquestras, tais como: Orquestra sem Fronteiras, Orquestra do Festival Dias da Música,Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa, Banda Sinfónica Transmontana, Orquestra BSP Júnior, Orquestra doNorte, Orquestra da Costa Atlântica, Orquestra Filarmonia das Beiras.
No âmbito da música contemporânea, integrou a Academia do Remix Ensemble e o Studio Musik Fabrik e fará parte da Lucerne Festival Academy.
Obteve o 3º prémio no escalão juvenil do Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro “Terras de la Salette” e o 2ºprémio no Concurso Internacional de Terras de Santiago- III nível.

Gonçalo Pinto, clarinete
Gonçalo Pinto começou a tocar clarinete com o seu pai, Nuno Pinto, aos seis anos de idade. Estudou com FilipePereira na Academia de Música Óscar da Silva, desde 2014 até 2021. Concluiu o ensino secundário na EscolaProfissional Artística do Alto Minho, onde estudou clarinete com João Ramos. Frequenta o segundo ano delicenciatura na ESMAE, na classe de António Saiote e Nuno Pinto. Participou em masterclasses com FlorentHéau, Nicolas Baldeyrou, Nuno Pinto, Gábor Varga, Carlos Ferreira, António Saiote, Vitor Fernandes, PhilipeCuper e Pascas Moragues, entre outros. Foi laureado em diversos concursos, nomeadamente: Prémio JovensMúsicos, Mostra Musical do Eixo Atlântico, Concurso Nacional Jovem Clarinetista, Concurso Internacional“Paços Premium”, entre outros. Atualmente Gonçalo Pinto é Bolseiro JOP, sendo membro da Jovem OrquestraPortuguesa na temporada de 2025/2026.

João Pedro Fontão, fagote
João Pedro Fontão nasceu em Guimarães em 2002. É fagotista, tendo iniciado os seus estudos aos 10 anoscom Álvaro Machado na Escola da Sociedade Musical de Pevidém. Formou-se na ARTAVE e na ESMAE –Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, e concluiu o mestrado na Zürcher Hochschule der Künste (ZHdK), onde estudou sob a orientação de Giorgio Mandolesi. Já teve a oportunidade de trabalhar comfagotistas de renome, entre os quais Georg Klütsch, Carlo Colombo, Rataele Gianotti, Paul Hanson, eapresentou-se em concerto com Alan Clark e Chris White, enriquecendo a sua experiência em contextosmusicais variados. Paralelamente, desenvolve trabalho a solo como músico independente sob oheterónimo jua, explorando a fusão da música improvisada com a música eletrónica.

Luísa Magalhães, trompa
Luísa Magalhães é uma trompista que frequenta atualmente a licenciatura na ESMAE - Escola Superior deMúsica e Artes do Espetáculo (Porto), na classe do professor José Bernardo Silva. Colabora regularmente coma Banda Sinfónica Portuguesa e a Orquestra Ópera na Academia e na Cidade. É membro fundador do quintetode metais, Camélia Brass Quintet, desde 2023. Natural de Lousada, iniciou os seus estudos musicais noConservatório do Vale do Sousa com o professor Nuno Costa. Além da sua atividade performativa, éprofessora de trompa na Banda Filarmónica de Santa Tecla, em Celorico de Basto, das Atividades ExtraCurriculares no Agrupamento de Escolas de Lousada, 1.º Ciclo, e,

como professora substituta, leciona no ano letivo 2025/2026 classe de conjunto no Conservatório de Música de Gondomar.

PROJECTO

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
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FOCUS Sax Quartet. • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026
Jun
14
6:00 PM18:00

FOCUS Sax Quartet. • TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026

BILHETEIRA

FOCUS Sax Quartet.

Programa

Devanii, Time is a Prism
John Mackey, Unquiet Spirits
Lino Guerreiro, Less But not Last
Takatsugu Muramatsu,  Far Away
David Maslanka,  Songs for the Coming Day (III e V movimentos)
Bobby Ge,  To Speak as One
Philippe Geiss,  Patchwork

Este programa para quarteto de saxofones reúne obras de diferentes compositores contemporâneos, propondo um percurso através de variadas estéticas e abordagens da escrita para este agrupamento.
Ao longo do concerto, exploram-se contrastes entre energia rítmica, momentos de caráter mais lírico e contemplativo, bem como diferentes formas de interação entre as vozes do quarteto, evidenciando a versatilidade tímbrica e expressiva do saxofone.
O programa articula diversas linguagens musicais contemporâneas, criando um diálogo entre obras de carácter mais intenso e outras de natureza mais introspectiva, num percurso que valoriza tanto a individualidade de cada peça e compositor como a identidade coletiva do FOCUS Sax Quartet.

O FOCUS Sax Quartet nasceu em 2022 na Universidade de Évora e rapidamente se destacou no panorama musical ao vencer o 2.º Prémio Jovens Músicos em 2023, e conquistando prémios internacionais com o 1.º Prémio no CONVIMUS e o 5th Swiss International Music Competition. Com uma sonoridade envolvente e um repertório diversificado, o quarteto já atuou em palcos prestigiados como a Casa da Música, o Panteão Nacional e o Museu dos Coches, além de participar em eventos de renome. A sua evolução tem sido enriquecida pelo contacto com músicos e maestros de referência, e em 2024 lançam o seu primeiro CD, “Limiar”, consolidando o seu percurso de excelência no mundo da música de câmara. Formado por Gonçalo Baião (saxofone soprano), Miguel Maia (saxofone alto), Margarida Ferreira (saxofone tenor) e Miguel Jesus (saxofone barítono), o FOCUS Sax Quartet demonstra um repertório altamente versátil e um formato de concerto adaptável a vários tipos de espaços.

PROJECTO MÚSICA DE CÂMARA JOVEM

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
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Residência & Concerto Hemiptera + Concrète [Lab] Ensemble
Jul
20
to Jul 25

Residência & Concerto Hemiptera + Concrète [Lab] Ensemble

Residência de criação de 20 a 25 de Julho

Dia 25 Concerto Hemiptera + Concrète [Lab] Ensemble

BILHETEIRA

Programa:

João Quinteiro: Khatib’s Heart (15”)
Miguel Azguime: Lumora (Gravidade da Luz) (15”) estreia absoluta
Nuno Costa: nova obra a estrear (15”)

Solistas: Francisco Cipriano, Tomás Moital, Paulo Amendoeira
Ensemble:
Dir: João Quinteiro
Saxofone: Tomás Martin
Trompa: João Junceiro
Guitarra: Luís Castelo
Guitarra: Nuno Pinto
Acordeão: Francisco Martins
Viola: Ana Campos
Contrabaixo: Raquel Leite

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MIND THE GAP
Nov
14
9:00 PM21:00

MIND THE GAP

MIND THE GAP

BILHETEIRA

OITO COMPOSITORAS PARA UM CADÁVER ESQUISITO

The European project Mind the Gap invites eight female composers from France, Portugal, Latvia, and Hungary to jointly create a musical Cadaver Exquis. The initiative celebrates diversity and promotes gender equality in contemporary music creation.

O projecto europeu Mind the Gap reúne oito compositoras de França, Portugal, Letónia e Hungria, convidadas a criar conjuntamente um Cadáver Esquisito musical. Uma iniciativa que celebra a diversidade e promove a igualdade de género na criação musical contemporânea.

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CONCERTO ADIADO nova data a anunciar  - Sond’Ar-te 3 Mulheres
Dec
10
7:30 PM19:30

CONCERTO ADIADO nova data a anunciar - Sond’Ar-te 3 Mulheres

ADIADO nova data a anunciar

Sond’Ar-te Electric Ensemble
Camila Mandillo / soprano
Sílvia Cancela / flauta
Elsa Silva / piano

PROGRAMA:
Marta Domingues –”mesmo que as árvores falassem, não conseguiria ouvir” *EA
Ângela da Ponte – “Da keine worte nur töne” (1º prémio concurso LIED Alvaro garcia Zúñiga)
Miguel Azguime – “Genealogias da Matéria”
Miguel Azguime – “Genealogias do Horizonte”
Miguel Azguime– "Genealogias  do Crepúsculo” *EA

*EA – estreia absoluta

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ZECA AFONSO- ESTUDOS MUSICAIS PARA VIOLONCELO
Apr
21
7:30 PM19:30

ZECA AFONSO- ESTUDOS MUSICAIS PARA VIOLONCELO

ESCUTAR ZECA

entrada livre

Violoncelos de Zeca Afonso
Eva Aguilar
Lluïsa Paredes
Jasmim Mandillo
Pedro do Carmo

No dia 21 de abril, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, terá lugar o lançamento da nova edição-livro, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, que resulta de um trabalho desenvolvido por Eva Aguilar, Lluïsa Paredes e Pedro do Carmo, inspirado por uma ideia do violoncelista Paulo Gaio Lima.

A edição desta nova publicação conta com os apoios da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desposto/Direção-Geral das Artes, da Comissão Comemora­tiva 50 Anos 25 de Abril, da Associação José Afonso, da Biblioteca Nacional de Portugal, da RTP Antena 2 e do Centro de Investigação e Informação da Mú­sica Portuguesa – MIC.PT.

A publicação cruza a tradição do violoncelo com a obra de José Afonso, encarando-a como um laboratório de experimentação sob­re o ato de interpretar, onde a reflexão surge no próprio encontro com a sua obra. Trata-se de um instrumento pedagógico e performativo: cada canção é acompanhada por notas, textos e recursos digitais que ampliam a escuta. A edição-livro digital, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, estará disponível através do Catá­logo de Partituras editadas pelo MIC.PT. O concerto de lançamento contará com a participação do etnomusicólogo Hugo Castro, do violoncelista Pedro Serra e Silva, do jornalista Pedro Boléo e dos Violon­celos de Zeca Afonso: Eva Aguilar, Lluïsa Paredes, Jasmim Mandillo e Pedro do Carmo.


Apoios:
República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desposto / Direção-Geral das Artes
Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril
Associação José Afonso
Biblioteca Nacional de Portugal
Antena 2

Cocktail ,oferecido pela marca de vinhos "Legado do Zeca"

 

Pedro do Carmo (2001) é um violoncelista português com percurso centrado na criação e performance de música contemporânea. Estudou na Escola Superior de Música de Lisboa (Paulo Gaio Lima e Levon Mouradian), no HKUUtrechts Conservatorium (Jeroen den Herder) e na Codarts University for the Arts, em Roterdão.
É membro fundador do Concrète[Lab] Ensemble, com o qual se apresentou no ISCM World New Music Days 2025. Participou no Impuls Festival e no Research-Led Workshop da Fundação Giorgio Cini (Veneza), com mentoria de Gianmario Borio e Lucas Fels.
Apresentou-se a solo no Zutphen Cello Festival 2023 e nos Internationale Ferienkurse für Neue Musik Darmstadt 2025, onde apresentou também o seu trabalho de investigação e trabalhou com Anssi Karttunen.
Com a saxofonista Martina Madini, criou o FES Ensemble, duo dedicado à exploração de novas obras e formatos performativos. Desenvolve ainda, com Eva Aguilar, Lluïsa Paredes e Jasmim Mandillo, o projeto Zeca Afonso – Estudos Musicais para dois violoncelos, dedicado à divulgação pedagógica e performativa da obra de José Afonso, financiado pela DGArtes e pela Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.
©Fes Ensemble

Nascida em 1999, em Girona (Catalunha), Lluïsa Paredes iniciou os estudos musicais aos 6 anos, especializando-seem violoncelo, com formação no Conservatori de Música Isaac Albéniz de Girona e, posteriormente, na Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa, onde concluiu a licenciatura em 2020. Entre 2022 e 2025, realizou o mestrado em violoncelo na Codarts, em Roterdão, cidade onde reside atualmente.
Paralelamente, desenvolve atividade artística em projetos de cinema, teatro e composição, destacando-se a criação de bandas sonoras para documentários.
©Tessa Veldhorst

Eva Aguilar (n. 2002) é uma artista portuguesa, licenciada em composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, a par de estudos em violoncelo e canto. Vive actualmente nos Países Baixos, onde frequenta o mestrado no Institutode Sonologia, sediado no Conservatório Real de Haia, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Paralelamente, realiza formação na Royal Academy of Art (KABK) no departamento de ArtScience (intermédia) e trabalha como intérprete (violoncelo/voz/objetos sonoros/electroacústica) sobretudo em contextos de improvisação ou estreia de obras contemporâneas. Tem desenvolvido projectos multidisciplinares, com especial interesse em performance site-specific e na incorporação de coreografia, cena, vídeo e luz nas suas criações.
©Estelle Valente

Jasmim Mandillo (2002) é uma jovem violoncelista e artista multidisciplinar portuguesa. Atualmente a fazer omestrado em música clássica no Conservatório de Amesterdão, Jasmim tem uma profunda paixão por jazz, música brasileira, africana e portuguesa, que tem vindo a explorar no seu projecto a solo para violoncelo, voz e asalato.

Ela tocou inúmeros recitais a solo em colaboração com a Red Light Arts and Culture, nomeadamente no Straat vol Kunst op de Wallen 2025 e no Wallen Festival 2025.

Tocou a solo coma Utrecht Muziek Academie Chamber Orchestra em 2026 e também com duas orquestras juvenis na Escola Superior de Música de Lisboa e em Amstelveen, no âmbito do fes:val Cello Biennale Amsterdam 2024.

Para além de fazer parte do colectivo Violoncelos de Zeca Afonso, Jasmim é a violoncelista do Beltane string quartet e tem um duo com a guitarrista Marta Fonseca.
©Natalia Versteegova

Pedro Serra e Silva Nasceu em 1991, em Lisboa. Iniciou a aprendizagem de violoncelo com Luís Clode, tendo prosseguido os seus estudos no Conservatório Nacional de Lisboa com Maria José Falcão e, mais tarde, com Paulo Gaio Lima, na Academia Nacional Superior de Orquestra. Prosseguiu o seu aperfeiçoamento artístico com Xavier Gagnepain, em Paris. Frequentou ainda cursos de aperfeiçoamento com Heinrich Schiff, Wolfgang Boettcher e Alban Gerhardt, entre outros.
O gosto pela Música de Câmara leva-o a fundar diversos agrupamentos camerísticos, entre os quais o Ensemble Syndesi, de génese tão flexível quanto sensível, que pretende levar a Música, a Arte e a Cultura a todos os locais que dela precisem.
Colabora regularmente com as mais destacadas orquestras nacionais, nomeadamente a Orquestra Filarmónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e a Orquestra do Norte. Ocupou o lugar de solista B na Orquestra Clássica do Sul.
É professor de violoncelo na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo e no Conservatório Regional Silva Marques. É Director Artístico do Grupo de Cantares da Vela, Guarda, e curador artístico do Entre Gentes – Ciclo de Música Erudita da Guarda.
Março 2026

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CAIXA ELÉCTRICA • JOÃO DIAS RECITAL DE PERCUSSÃO
Apr
10
7:30 PM19:30

CAIXA ELÉCTRICA • JOÃO DIAS RECITAL DE PERCUSSÃO

BILHETEIRA

CAIXA ELÉCTRICA • JOÃO DIAS RECITAL DE PERCUSSÃO

“Caixa Eléctrica” é um projeto a solo do percussionista João Dias, dedicado primordialmente à difusão da música portuguesa e da música para percussão solo.

Neste contexto, a divulgação da criação para esta extensa família de instrumentos constitui também uma oportunidade para apresentar as diversas práticas, instrumentos e sonoridades que tornam a percussão uma área ímpar. Esta performance é uma reverberação de várias fases e formatos de colaboração artística do trabalho do intérprete.

PROGRAMA

- “Proyector I” (2009) – José Alberto Gomes (Vibrafone e Eletrónica)

-“+Con +Ritf +I” (2016) - Gustavo Costa & Henrique Fernandes (Laptop Acústico)

- “Fragile Ecosystems” (2019) - Carlos Guedes (Bombo e Eletrónica)

- "Wet Neoprene Dream – Igor C. Silva ,( a song for one percussion player and live-electronics)

- “Macondo” (1992) – John Paul Jones (Steel Drum e Eletrónica)

- “ICON I” (1992) - Miguel Azguime (para Dorna e escada madeira)

FOLHA DE SALA

JOÃO DIAS

Percussionista, licenciado e mestre pela ESMAE, na classe de Miquel Bernat, Manuel Campos e Nuno Aroso. Iniciou em 2016 o Doutoramento em Artes Musicais – Prática Instrumental, na FCSH da UNL e ESML, com bolsa de doutoramento da FCT.

É membro do Drumming GP desde 2004, com o qual já estreou dezenas de obras de compositores de várias nacionalidades, gravou oito CDs monográficos dedicados à obra para percussão dos compositores registados, e participou em mais três não assinados pelo grupo. Integrou a European Union Youth Orquestra (2006-2009) onde trabalhou com o maestro e pianista Vladimir Ashkenazy, Rainer Seeguers (Berliner Philharmoniker) e Simon Carrington (London Philharmonic Orchestra).

Em 2016 cria Caixa Elétrica, projeto a solo dedicado à disseminação da música portuguesa para percussão, apresentado em 2018 no Darmstadt Summer Course. Em 2018 consegue apoio do Criatório com o projeto a solo: DiRE-SoNo: Discursos de (R)Evolução do Som no Espaço.

Supernova Ensemble é o seu mais recente projeto, do qual é diretor artístico, juntamente com o compositor José Alberto Gomes, onde desempenha também o papel de intérprete. Supernova é um projeto que incuba no programa de artista em residência da Circular - Associação Cultural, e foi criado para ir ao encontro de uma comunidade internacional dedicada à música inovadora em contextos performativos, de Sound Art e New Media, com grande foco no trabalho de colaboração, e é composto por artistas de formações e orientações diversas. Tem vindo a desenvolver vários outros projetos e colaborações, de salientar o mais recente trabalho que desenvolveu enquanto artista residente do projeto COPRAXIS Ectopia no i3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde), onde desenvolveu juntamente com o artista José Alberto Gomes um trabalho de exploração e criação entre arte e ciência, mais especificamente com o grupo Epithelial Polarity & Cell Division do investigador e group leader Eurico Morais de Sá, de onde resultou a obra/ instalação And it keeps going or the never-ending song of life.

É investigador do GIMC-CESEM, onde dedica particular interesse na mediação/ colaboração entre compositor e intérprete na criação de nova música. É membro do Sond'Ar-te Electric Ensemble e colabora com Sonoscopia, Remix Ensemble, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Coro Casa da Música, Orquestra Gulbenkian entre outros. É docente na Universidade de Aveiro e na Universidade do Minho.

LIGAÇÕES EXTERNAS
Drumming – Grupo de Percussão
DiRE-SoNo: Discursos de (R)Evolução do Som no Espaço
Grupo de Investigação em Música Contemporânea (CESEM)

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Concerto Acusmático António Ferreira - "As várias configurações da Orquestra de Altifalantes"
Mar
14
7:30 PM19:30

Concerto Acusmático António Ferreira - "As várias configurações da Orquestra de Altifalantes"

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Concerto Acusmático António Ferreira - "As várias configurações da Orquestra de Altifalantes"

Soundscape with oneiric figures — 8 altifalantes em círculo
Aeroreality EA — configuração 7.0.4 (12 altifalantes)
Solaristica — 16 altifalantes em domo tridimensional
La Gloire du Superflu EA— cerca de 28 altifalantes para uma experiência sonora envolvente e multifacetada

EA estreia absoluta

Difusão de quatro obras de música electroacústica, 2 delas em estreia absoluta da autoria de Antonio Ferreira.

Estas obras foram criadas com a principal intenção de explorar as várias capacidades de espacialização imersiva permitidas pela Orquestra de Altifalantes. Assim, a peça Soundscape with oneiric figures (2025) utilizará uma configuração de oito altifalantes em círculo enquanto a peça Aeroreality (2025) utilizará a configuração, já clássica, de 12 altifalantes dispostos no modo 7.0.4 ou seja sete altifalantes ao redor do público com quatro altifalantes no nível superior. A peça Solaristica (2025) irá expandir o espaço sonoro para cerca de 16 altifalantes dispostos em domo (com três níveis distintos de cota) e finalmente a peça La Gloire du Superflu (2025) irá utilizar cerca de 28 altifalantes da Orquestra, dispostos em várias geometrias, para uma experiência sónica que se deseja ser simultaneamente englobante e distinta. Todas as peças recorrem, de algum modo, à tecnologia Ambisonics no que respeita à conceção e realização do espaço sonoro assim composto.

António Ferreira nasceu em Angola de pais portugueses. Em Portugal estudou Engenharia no Instituto Superior Técnico (IST), tendo paralelamente tomado consciência do seu interesse pela composição musical utilizando meios informáticos. Formalizou este seu interesse ao ingressar no Conservatório Real de Haia, Países Baixos, no qual cumpriu o curso de Sonologia entre 1986–1987 e onde estudou Composição, Síntese Analógica e Digital, Psicoacústica e Música Interativa Digital. As suas composições eletroacústicas têm sido apresentadas em vários festivais nacionais e internacionais, tendo também recebido várias distinções e prémios.

António Ferreira is a Portuguese composer working in the field of electroacoustic music. He creates pieces that blend and explore the boundaries between recorded acoustic sound and generated electronic sound.
Interested in broadening his knowledge, he entered the Royal Conservatory in The Hague, Netherlands, where he studied Sonology between 1986-1987. His electroacoustic compositions have been presented at several national (Música Viva, Festival de Aveiro) and international festivals. He has been awarded several prizes in competitions. He has also worked as a consultant and expert in noise pollution and environmental impact studies at the CAPS of Complex I at IST. Currently, he continues to devote himself to composition and research, with an emphasis on sound spatialization using the Ambisonics technique.

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workshop "Ambisonics /Binaural" por António Ferreira
Mar
14
3:00 PM15:00

workshop "Ambisonics /Binaural" por António Ferreira

Workshop "Ambisonics /Binaural" por António Ferreira

dedicado à composição espacial com recurso a Ambisonics e monitorização binaural.

Inscrições: envie nome, telefone para oculto@misomusic.com

Este workshop propõe:

Uma visão pessoal e prática da composição pensada no espaço
Demonstrações com o software Reaper
Exploração de ferramentas atuais que tornam a espacialização imersiva mais acessível
Exemplos concretos a partir das obras que serão difundidas no concerto da noite

Se é compositor/a, estudante, artista sonoro/a  ou alguém interessado/a nas potencialidades da criação sonora imersiva,  este workshop proporciona uma experiência privilegiada de contacto direto com esta prática, revelando de forma aprofundada os seus métodos, ferramentas e processos criativos.

António Ferreira nasceu em Angola de pais portugueses. Em Portugal estudou Engenharia no Instituto Superior Técnico (IST), tendo paralelamente tomado consciência do seu interesse pela composição musical utilizando meios informáticos. Formalizou este seu interesse ao ingressar no Conservatório Real de Haia, Países Baixos, no qual cumpriu o curso de Sonologia entre 1986–1987 e onde estudou Composição, Síntese Analógica e Digital, Psicoacústica e Música Interativa Digital. As suas composições eletroacústicas têm sido apresentadas em vários festivais nacionais e internacionais, tendo também recebido várias distinções e prémios.

António Ferreira is a Portuguese composer working in the field of electroacoustic music. He creates pieces that blend and explore the boundaries between recorded acoustic sound and generated electronic sound. Interested in broadening his knowledge, he entered the Royal Conservatory in The Hague, Netherlands, where he studied Sonology between 1986-1987. His electroacoustic compositions have been presented at several national (Música Viva, Festival de Aveiro) and international festivals. He has been awarded several prizes in competitions. He has also worked as a consultant and expert in noise pollution and environmental impact studies at the CAPS of Complex I at IST. Currently, he continues to devote himself to composition and research, with an emphasis on sound spatialization using the Ambisonics technique.

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JOSÉ PEDRO RIBEIRO RECITAL DE PIANO • CILCO MÚSICA ATRAVÉS DO TEMPO
Mar
7
7:30 PM19:30

JOSÉ PEDRO RIBEIRO RECITAL DE PIANO • CILCO MÚSICA ATRAVÉS DO TEMPO

BILHETEIRA

JOSÉ PEDRO RIBEIRO piano

Programa
Johann Sebastian Bach  Concerto Italiano, BWV 971

Franz Joseph Haydn Andante e Variazioni em fá menor, Hob. XVII:6

Frédéric Chopin Prelúdio em dó sustenido menor, Op.45

Fernando  Lopes-Graça  Prelúdio, Canção e Dança

Cândido Lima PARÁFRASE-sobre Lettera Amorosa de Claudio Monteverdi

Hugo Ribeiro  Étude nº1

Hugo Ribeiro  Quero Ensinar-te o Mundo

José Pedro Ribeiro (n.1995) é um dos pianistas Portugueses mais ativos da sua geração.

Dos mais destacados compromissos das últimas temporadas, salientam-se os concertos com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (Concerto para Piano de A. Schoenberg - Pedro Neves), Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (2º Concerto de Bomtempo - J. M. Rodilla), Orquestra Sinfónica da ESML (2º Concerto de Lopes-Graça - José Eduardo Gomes), recital com o Clarinete solo da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Joaquim Ribeiro, em transmissão direta para a Antena 2 e recital a solo na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, por ocasião do 10 de Junho.

É também de salientar um concerto difundido pela Antena 2, a partir do Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, interpretando o Concerto para Piano e Instrumentos de Sopro de Igor Stravinsky, com o Maestro Alberto Roque na Direção do Ensemble de Sopros da AFCL; uma tournée pela República Checa onde tocou em Brno, Blansko e Praga, tendo sido calorosamente recebido; e uma performance do Triplo Concerto de Beethoven com o Trio Adamastor (Francisco Henriques no Violino e Pedro Massarrão no Violoncelo) e a Sinfonietta de Lisboa, sob a batuta de Vasco Azevedo, para uma audiência de mais de 50.000 pessoas. Para além do número excecional de espectadores, também a crítica recebeu calorosamente a interpretação, evidenciando a “Qualidade” e dizendo que “satisfizeram todas as espectativas”.

A sua gravação da 3a Sonata de Fernando Lopes-Graça (em recital ao vivo para a Antena 2) tem sido muitíssimo aclamada em Portugal, no Estrangeiro e por muitos artistas respeitados, tais como Friedrich Edelmann, antigo Fagotista principal da Orquestra Filarmónica de Munique “Belíssimo pianismo com um enorme âmbito dinâmico (..) nunca agressivo”.

Depois de ter sido Laureado no Prémio Jovens Músicos em Piano (2019) e em Música de Câmara (2017 - Trio Adamastor), José Ribeiro tem-se apresentado nas mais importantes salas e festivais do país. De referir, entre outros: Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música, Assembleia da República, Academia das Ciências de Lisboa, Museu do Oriente, Centro Cultural de Cascais, o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, Festival Música Viva e o Festival do Estoril.

Natural de Vizela, estudou na sua cidade natal com José Manuel Ramos Ferreira, Filipe Pinto e Rogério Rodrigues. Mais tarde, de 2012 a 2015, estudou em Guimarães com Ingrid Sotolářová. Posteriormente, e até 2019, José Pedro Ribeiro, foi aluno da Escola Superior de Música de Lisboa na classe do pianista Miguel Henriques, um discípulo de Gleb Axelrod, do Conservatório de Moscovo.

Presentemente, é aconselhado por Artur Pizarro, herdeiro de uma linhagem musical verdadeiramente excecional que ascende a Liszt e Bülow.

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Fifty-Fifty by Trevor McTait - viola d'arco
Feb
14
7:00 PM19:00

Fifty-Fifty by Trevor McTait - viola d'arco

BILHETEIRA

Fifty-Fifty

Trevor McTait - viola d'arco

 Terminus - Igor C. Silva

Un Souffle, Le Rêve - Eduardo Luís Patriarca

Dedans-Dehors - Miguel Azguime

Divertimento - Ângela da Ponte

Imago - Hugo Vasco Reis

Noctis Lumina - Daniel Moreira

Este projeto apresenta-se como uma celebração da criação contemporânea portuguesa, materializada na edição de um novo álbum inteiramente dedicado a obras para viola d’arco a solo e eletrónica, compostas por autores portugueses e gravadas, pela primeira vez, em estreia absoluta.

O concerto revela o programa do álbum atualmente em fase final de edição e com lançamento previsto para os próximos meses. Após a estreia, o disco ficará disponível nas principais plataformas digitais, incluindo Spotify, Apple Music e YouTube Music.

Intitulado Fifty-Fifty, o álbum nasce de uma reflexão artística e pessoal profundamente ligada à identidade do projeto. A ideia de dualidade atravessa todo o conceito: a fusão entre a viola e a eletrónica, a dupla nacionalidade de Trevor McTait (Portugal/Reino Unido) e o percurso de vida que marca este momento — 50 anos de idade, repartidos entre 25 anos de formação e atividade no Reino Unido e 25 anos de carreira em Portugal, como músico do Remix Ensemble Casa da Música.

Reunindo seis compositores portugueses de referência no panorama nacional e internacional, Fifty-Fifty dá voz a um conjunto de obras já existentes, mas nunca antes registadas em disco, afirmando-se como um contributo singular para o repertório contemporâneo da viola d’arco.

Trevor McTait

Nascido em Hertfordshire, Inglaterra, Trevor estudou violino no departamento júnior da Royal Academy of Music, em Londres (RAM), até que, aos 18 anos, se dedicou à viola d’arco. Depois de obter um mestrado (MA) pela Universidade de Cambridge, voltou a estudar na RAM graças à bolsa de estudo A. C. Daniell. Com o professor Martin Outram, do Quarteto de Cordas Maggini, concluiu o DipRAM com distinção e ganhou o Prémio Moir Carnegie pela excelência no recital final.

Em Londres, entre 1999 e 2008, trabalhou assiduamente como músico convidado da Orquestra Sinfónica da BBC, participando nos concertos Proms, e como violetista no Quarteto de Cordas Archinto. Tocou também com a Filarmónica de Londres, a Sinfónica de Londres, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, MusikFabrik (Colónia), Chroma (ensemble de música de câmara de Londres), National Symphony Orchestra (Londres) e New London Soloists (St. Martin-in-the-Fields). Trabalhou com maestros como Semyon Bychkov, Jukka-Pekka Saraste, Jiří Bělohlávek, Sir Colin Davis, Bernard Haitink e Leonard Slatkin, entre outros, em algumas das principais salas do mundo, como o Royal Albert Hall, Carnegie Hall (Nova Iorque), Symphony Hall (Washington), Philharmonie de Berlim e Esplanade Theatre (Singapura), entre outras.

Atualmente, é viola principal do Remix Ensemble e da Orquestra Barroca da Casa da Música, e professor de música de câmara na Escola Profissional de Música de Espinho, onde também lidera grupos de cordas a acompanhar músicos convidados como Mick Harvey, China Moses, Kevin Morby e Mark Eitzel. Trabalhou recentemente com, entre outros, a MusikFabrik (Colónia), a Basel Sinfonietta e várias orquestras e grupos de música de câmara em Portugal. Foi chefe de naipe da Orquestra Clássica do Centro e da Orquestra Costa Atlântica. As suas colaborações com músicos portugueses incluem César Mourão, S. Pedro, Miguel Araújo, Diogo Piçarra e Pedro Abrunhosa. Desde 2024, colabora com Hugo Vasco Reis no projeto Sonic Figures, música experimental para viola solo e eletrónica, e, mais recentemente, em Ténue, que conta também com a colaboração de Miquel Bernat, na percussão. Em 2026, irá lançar um álbum para viola solo e eletrónica com obras de compositores portugueses.

©André Rodrigues

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Temporada de Música de Câmara Jovem 2025 •  Taleae
Nov
30
5:00 PM17:00

Temporada de Música de Câmara Jovem 2025 • Taleae

BILHETEIRA

Temporada de Música de Câmara Jovem 2025

uma colaboração Miso Music Portugal & Associação Portuguesa dos Amigos da Música

“Taleae”: Afonso Primo, Lourenço Oliveira, Pedro Leitão (percussão)


PROGRAMA:
• Francesco FilideiI Funerali dell’Anarchico Serantini
• Pedro Junqueira MaiaCanções Noturnas
• Iannis XenakisOkho
• Luís Antunes PenaRB4 beta


Taleae nasce da paixão de três jovens percussionistas pela exploração sonora e pela música contemporânea de vanguarda, tendo em comum o seu ideal estético e sonoro da percussão.
Com o apoio do programa Culture Moves Europe, da União Europeia, o trio iniciou seu primeiro projeto em fevereiro de 2025, realizando uma residência artística em Colónia e Karlsruhe, que culminou na criação de uma obra com o compositor Luís Antunes Pena.
Apesar de o seu primeiro concerto público ter decorrido no âmbito da 5ª edição dos Reencontros de Música Contemporânea, no Teatro Aveirense, o trio Taleae já desenvolveu atividade pedagógica junto de percussionistas da Academia de Música e Dança do Fundão.

 
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Temporada de Música de Câmara Jovem 2025 • Flowing Reeds Duo
Nov
23
5:00 PM17:00

Temporada de Música de Câmara Jovem 2025 • Flowing Reeds Duo

Temporada de Música de Câmara Jovem 2025

“Flowing Reeds Duo”: Maxim Nedobezhkin, Sérgio Gladkyy (acordeão)

PROGRAMA:
• Léon Boëllmann (1862–1897) - Suite Gothique, Op. 25
I. Introduction
III. Prayer
IV. Toccata
• Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840–1893) -The Nutcracker, Op. 71
No. 2. March
No. 4. Trepak (Russian Dance)
• Bogdan Precz (1960–1996) -Toccata
• Wolfgang Amadeus Mozart (1756–1791) - Eine kleine Nachtmusik, Serenade No. 13 in G major, K. 525
IV. Rondo (Allegro)
• Paulo Jorge Ferreira (1966) - Infinito Grego
• Johann Sebastian Bach (1685–1750) & Antonio Vivaldi (1678–1741) - Concerto in D minor
• Vladislav Zolotaryov (1942–1975) - Rondo Capriccioso
• Anatoly Shalaev (1925–1997) - Winter-winter

Flowing Reeds Duo é um duo de acordeão português composto por Sérgio Gladkyy e Maxim Nedobezhkin. Iniciaram a sua carreira musical em 2013 no Conservatório de Albufeira e deram continuidade aos seus estudos na Universidade de Évora em 2020.
Ao longo da sua carreira, destacaram-se em diversas competições nacionais e internacionais.
Uma das suas conquistas mais notáveis foi a obtenção do 1.º lugar no Concurso Internacional Cambra Romànica (7a edição) na categoria Advanced e 1.° lugar na categoria de Música de Câmara Júnior no CMA Trophee Mondiale 2017, em França.
Com um repertório versátil e concertos que combinam mestria técnica com profundidade expressiva, o Flowing Reeds Duo tem ganho reconhecimento por demonstrar o acordeão como um instrumento poderoso e cativante.

Sérgio Gladkyy, Maxim Nedobezhkin


Maxim Nedobezhkin
Nasceu a 2 de janeiro de 2001, em Balakovo, Rússia. Em 2006 mudou-se com a família para Portugal, onde reside desde então. O primeiro contacto com o acordeão deu-se aos 9 anos, inicialmente com a orientação do seu avô.
Em 2012 ingressou no Conservatório de Música de Albufeira, na classe do Prof. Dr. Gonçalo Pescada, com quem prosseguiu a sua formação. Após concluir o ensino secundário na área das Artes Visuais, ingressou na Universidade de Évora, onde obteve a Licenciatura em Música, na especialidade de Interpretação – Acordeão. Atualmente frequenta o Mestrado em Ensino da Música na mesma instituição.
Paralelamente à atividade como intérprete, desenvolveu interesse pela reparação de acordeões, tendo concluído os níveis 1 e 2 do curso de formação da Victoria Accordions, atividade que mantém como complemento à sua carreira artística. É membro do Flowing Reeds Duo, com Sérgio Gladkyy.

Sérgio Gladkyy
Jovem acordeonista português, membro do Ensemble Orquestral da Beira Interior.
Iniciou os seus estudos de acordeão aos 10 anos e, aos 11, ingressou no Conservatório de Música de Albufeira, onde estudou com o Prof. Dr. Gonçalo Pescada.
É vencedor de alguns dos mais prestigiados concursos nacionais e internacionais, incluindo o Concurs Internacional Cambra Romànica 2025, Prémio Novos Talentos Ageas 2024, Folefest 2023, Prémio Jovens Músicos 2022 e o Trophée Mondial de l’Accordéon 2017 (Junior Chamber Music).
Possui um repertório versátil, que inclui tanto transcrições como obras originais. Participou em diversas masterclasses com figuras de renome como F. Deschamps, F. Lips e M. Väyrynen.
Apresentou-se em algumas das mais importantes salas de concerto do país, como a Sala Suggia da Casa da Música e o Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como em transmissões ao vivo na Antena 2.
Atualmente frequenta o Mestrado em Performance na Universidade de Évora, com o objetivo de aprofundar os seus conhecimentos não só no repertório a solo, mas também em música de câmara, em particular através dos seus dois principais projetos: Duo Kontrast (clarinete e acordeão) e Flowing Reeds Duo (duo de acordeões).

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André Teixeira • piano
Nov
22
7:30 PM19:30

André Teixeira • piano

BILHETEIRA

FOLHA DE SALA

André Teixeira / piano

PROGRAMA

Eva AguilarWe doubt to still, para piano preparado amplificado e vídeo *ENV
Eduardo Serra - Peguisma Padadéu e Pipédipo, para piano e eletrónica *EA
William BolcomHymne à l'amour 
Claude VivierShiraz 
Miguel Azguime - Descriptions de la Matière

*ENV: Estreia nova versão
*EA: Estreia absoluta

Neste concerto, André Teixeira reúne um programa variado e único, com peças raramente apresentadas em palco. Destacando o cenário contemporâneo português, toca Descriptions de la Matière (2016), peça para piano e electrónica, do consagrado compositor Miguel Azguime, e obras de dois jovens compositores trabalhadas em direta colaboração: Peguisma Padadéu e Pipédipo (2025) de Eduardo Serra e Without and Still (2022) de Eva Aguilar. Numa abordagem exploratória, o potencial sonoro do piano é expandido com timbres surpreendentes através do uso de técnicas estendidas, da amplificação e da preparação do instrumento com objectos inusitados, como fios de pesca, esferas magnéticas e tiras de feltro colocadas nas cordas.
Ouvem-se também duas peças do século XX, por contraste, mais tradicionais: Hymne à l'amour (1986) do compositor americano William Bolcom, que trouxe ao âmbito erudito influências do jazz; e Shiraz (1977) de Claude Vivier, uma peça escrita numa linguagem serialista, que usa o teclado de uma forma virtuosística, reminiscente de uma toccata.
Com este recital, André Teixeira mostra-nos como, a partir de um instrumento inventado há mais de 300 anos, podemos continuar a expandir o nosso imaginário auditivo e a ser cativados pelo experimentalismo.
– Carlota Carvalho


© João Octávio Peixoto

André Teixeira
André Teixeira é um jovem pianista dinâmico, com um repertório eclético - do século XVIII ao XXI -, refletindo a sua paixão por outras formas de arte, particularmente cinema e literatura.
Tocou a solo, em música de câmara e em diversos ensembles nos Países Baixos, Portugal e França, destacando-se as performances na Muziekgebouw aan 't IJ e Gashouder (Amesterdão), Nieuwe Kerk (Haia), a rádio holandesa NPO Klassiek, o Théâtre Le Granit (Belfort) ou o Teatro Rivoli (Porto).
Entre 2023 e 2025, tem vindo a apresentar-se regularmente em concertos com o saxofonista António Melo, vencedor do Prinses Christina Concours, com o apoio da fundação Kunst in de Kamer.
André venceu vários prémios, incluindo a bolsa Yamaha Music Foundation of Europe (2020), o 3º prémio no Concurso de Piano de Oeiras (2018) e o Prémio Helena Sá e Costa (2017), que o levou a atuar como solista com a orquestra sinfónica da Escola Superior de Música e Artes de Espetáculo (ESMAE).
Além disso, tem uma gravação publicada no álbum de compilação FIMU 2022.
No plano académico, André fez mestrado em piano no Conservatório Real de Haia (Países Baixos), naclasse de David Kuyken. Anteriormente, estudou na ESMAE (Porto), com Pedro Burmester, Miguel BorgesCoelho e Madalena Soveral, e no Conservatório de Música do Porto com António Oliveira.
Teve masterclasses com professores conceituados como Elisso Virsaladze, Frank Braley, Hortense Cartier-Bresson, Birgitta Wollenweber, Oliver Kern, Josep Colom ou Luiz de Moura Castro.
Para além do âmbito performativo, André Teixeira foi co-curador e programador do ciclo de música, teatro e cinema MULTIVERSO, na Tipografia do Conto, entre 2019 e 2020.

andreteixeirapiano@gmail.com
www.youtube.com/@andreteixeirapiano
www.instagram.com/andre_caldeira_teixeira

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Temporada de Música de Câmara Jovem 2025 • Duo Ferrão & Cabrita
Nov
16
5:00 PM17:00

Temporada de Música de Câmara Jovem 2025 • Duo Ferrão & Cabrita

TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2025

Duo Ferrão & Cabrita:
Vasco Ferrão / violoncelo
Francisco Cabrita / piano

PROGRAMA
C. Debussy - Sonata para violoncelo e piano em ré menor L.135
Carlos Marecos -O Carro de Jorge Peixinho
O. Messiaen - Quatour Pour la fin du Temps: V. Louange à l'Eternité de Jésus
F. Bridge - Sonata para violoncelo e piano em ré menor, H125

Neste programa diverso, o violoncelista e jovem chefe de orquestra Vasco Ferrão e o pianista Francisco Cabrita dirigem-se ao público com uma proposta musical verdadeiramente eclética, com a tonalidade de ré menor como mote desta tarde. Começando pela eletricidade do impressionismo de Debussy, numa sonata que se mostra complexa dentro da sua condensação, de escrita atrevida e destemida; depois, a textura e sons complexos de Carlos Marecos, alusivos à figura de Jorge Peixinho e a um carro que erroneamente lhe foi associado. Messiaen traz-nos o seu canto e prece alusiva à fé, com o 5º andamento do Quarteto para o fim dos Tempos, icónica obra do século XX - com a linha de piano que se manifesta quase como que um mantra, e a do violoncelo como o canto de um pássaro genialmente abrandado à distorção. Finalmente, o regresso à tonalidade de ré menor com a sonata do compositor romântico inglês Frank Bridge, marcada pelas suas longas e melodiosas linhas, cheias de fulgor, drama e gravitas, finalizando assim uma tarde de música do século XX e XXI.


Duo Ferrão & Cabrita
Vasco Ferrão e Francisco Cabrita tiveram o seu primeiro encontro na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, onde estudaram juntos durante o ensino secundário. A sua colaboração em duo surgiu quatro anos mais tarde, impulsionada não só pela amizade e afinidade pessoal, mas também pela semelhança do pensamento musical dos dois jovens músicos. Tendo-se já apresentado em concerto com diversos programas, o Duo procura explorar tanto o repertório do cânone, como obras menos tocadas que crêem ser merecedoras de mais atenção, passando pela improvisação conjunta. A sua abordagem é caracterizada pela vontade mútua de compreender as obras ao nível mais profundo, ambicionando fundamentalmente uma abordagem à programação musical alternativa e moderna.

Vasco Ferrão

Vasco Ferrão
Vasco Ferrão (n. 2002) apresenta-se regularmente como solista, músico de câmara e recitalista em salas como o Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música, C.C. Olga Cadaval, Dusseldörf Tonhalle e Milton Court Concert Hall. Com o Da Caprio, trio com piano do qual é co-fundador, venceu vários concursos incluindo o Prémio Jovens Músicos da Antena 2. Na sua primeira internacionalização, o grupo foi convidado a atuar no festival Schumannfest. 
Começou a aprender violoncelo com Marília Peixoto e teve a oportunidade de ter aulas com Paulo Gaio Lima, Xavier Gagnepain, Pieter Wispelwey, entre outros. Aprendeu música de câmara com Anna Tomasik, Pedro Carneiro, os grupos Trio Catch, Lutosławski Duo, Endellion Quartet, entre outros. Já teve a oportunidade de trabalhar de perto com músicos como András Keller, Richard Tognetti (com a Orquestra de Câmara Australiana) Emilio Pomàrico e Alfred Brendel. Em 2020 radicou-se em Londres para estudar violoncelo com Adrian Brendel e Louise Hopkins, e direção de orquestra com David Corkhill e Tim Redmond na Guildhall School of Music & Drama, gentilmente apoiado pelo Guildhall School Trust. Estudou também vibrafone e piano jazz com os pianistas Kate Williams e Barry Green. Em 2023 foi convidado por Robert Levin a participar na sua aula “Bach’s Tonal Universe”.
Como jovem chefe de orquestra, dirigiu concertos em Portugal, Reino Unido e Alemanha. Trabalha atualmente como maestro assistente da Orquestra de Câmara Portuguesa e da Jovem Orquestra Portuguesa, tendo-se estreado com esta última no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, na Konzerthaus de Berlim e no festival Kultursommer Nordhessen, em Kassel. Foi membro da JOP entre 2017 e 2022.

Francisco Cabrita

Francisco Cabrita
O jovem pianista Francisco Cabrita nasceu em Lisboa em 2002, onde iniciou a sua formação musical. Em 2023, concluiu a licenciatura em acompanhamento para piano e música de câmara na Academia Nacional Superior de Orquestra, sob a orientação do professor Paulo Oliveira, tendo prosseguido os estudos na Hochschule für Musik, Theater und Medien Hannover, na Alemanha, com o professor Alexander Schimpf.
Conquistou os primeiros prémios em diversos concursos em Portugal e no estrangeiro, entre os quais o Concurso Internacional Paços Premium 2022 (Portugal), o Concurso Orchestra Ferrucio Busoni Agenzia Promusica 2022 (Itália) e o Concurso Internacional Luigi Cerritelli 2022 (Itália). Teve ainda a oportunidade de participar em masterclasses com Vladimir Viardo, Cristina Ortiz e Gintaras Januševičius, entre outros, e apresentou-se em concertos a solo e de câmara, dentro e fora do país. 
Com um forte interesse pela música contemporânea, o jovem pianista colabora frequentemente, desde janeiro de 2022, com o ensemble de música eletroacústica Sond'ar-te Electric Ensemble e tem participado em diversos projetos de música nova na sua universidade. Interessa-se também profundamente pela improvisação em vários estilos, bem como pela composição, tendo frequentado cursos de improvisação com o professor Noam Sivan, e tendo-se apresentado publicamente como improvisador várias vezes.

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João Casimiro Almeida • piano
Nov
15
7:30 PM19:30

João Casimiro Almeida • piano

BILHETEIRA

João Casimiro Almeida / piano

PROGRAMA

• Solange Azevedo - A Torre da Barbela
c/ Camila Mandillo (recitativo)
• Inés Badalo - Libro de Arena
• Hugo Vasco Reis - Metamorphosis and Resonances
• Luís Antunes Pena - K.U.L.T
• Bruno Gabirro
  per piano
mar
sobre a brevidade

• Bernardo Lima
Seis Hommages para piano
Ace2


João Casimiro Almeida | Músico versátil e entusiasta, coloca nas suas interpretações todas as suas vivências artísticas, demonstradas pela polivalência do seu repertório. Formado em Paris, na classe de Michel Dalberto, e no Porto, na classe de Madalena Soveral, João é convidado regular das mais importantes salas e festivais nacionais, tanto a solo, ensemble ou com orquestra, tendo também agenda fora do país, notoriamente Espanha, França, Áustria, Noruega e Coreia do Sul. É membro fundador do ensemble ars ad hoc, agrupamento de música de câmara dedicado à música moderna e contemporânea, com ênfase na música portuguesa. No seu percurso artístico contactou com os mais importantes compositores da esfera musical atual, tais como Beat Furrer, Clara lannotta, Helmut Lachenmann, Jõrg Widmann, Oscar Bianchi ou Simon-Steen Andersen, e realizou inúmeras estreias de obras contemporâneas a nível nacional. É convidado também de orquestras como a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra das Beiras, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Sinfónica do Porto ou o Ensemble Orchestral Contemporain; colaborou com os maestros Bruno Mantovani, Joana Carneiro, Nikolai Lalov, Pedro Neves, Peter Rundel e Tito Ceccherini, entre outros. Integra o Sond'Ar-te Electric Ensemble desde 2022. A sua discografia inclui "Alepo e outros silêncios" (2022, Artway Records), "Espectros" (2023, Nepermusic), "Le Grand Tango" (2024, Percos Music), "Os sons em volta" (2025, Artway Records), e "ars ad hoc" (2025, Nepermusic). Dos seus próximos projetos destacam-se concertos do ensemble ars ad hoc no Theatro Circo, Fundação de Serralves, Teatro Aveirense e Festival do Marvão, concertos do Sond'ar­ te Electric Ensemble no Teatro São Luiz em Lisboa, e um ciclo de cinco recitais a solo pelo país com música do seu disco juntamente com música de Claude Debussy e Luigi Nono. João é Mestre em Performance de Piano pelo Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, onde foi bolseiro da Fondation Meyer e da Fondation Les Amis d'Alain Marinara. É professor de piano na Escola Profissional de Música de Espinho.

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Bochmann 75 • Grupo de Música Contemporânea de Lisboa
Nov
8
7:30 PM19:30

Bochmann 75 • Grupo de Música Contemporânea de Lisboa

BILHETEIRA

Grupo de Música Contemporânea de Lisboa


Vasco Pearce de Azevedo
/ Maestro

GMCL
Susana Teixeira / Mezzo-soprano
João Pereira Coutinho / Flauta
Luís Gomes / Clarinete
José Sá Machado / Violino
Ricardo Mateus / Viola
Jorge Sá Machado / Violoncelo
Inês Cavalheiro / Harpa
Dana Radu / Piano
Fátima Juvandes / Percussão

Ricardo Mateus / Coordenação Artística
Fernando Santos / Assistentes

FOLHA DE SALA

PROGRAMA
• Vasco Azevedo3 Pantoneças (1986/87)
• Christopher BochmannMusette (1995)
• João NascimentoCírculo Azul do Tempo (2021) §
• Jorge PeixinhoRemake (1985)
• Carlos CairesCrossfade (2009)§
• Christopher BochmannRepudiation (2025) §*

* - estreia mundial
§ – encomenda GMCL

Nascido em 1950, Christopher Bochmann tem dividido as suas actividades entre a composição, o ensino e a direcção (principalmente como maestro titular da Orquestra Sinfónica Juvenil) e tem trabalhado no Reino Unido, no Brasil e, desde 1980, permanentemente em Portugal.
“Sou um músico, que não tem vergonha de sentir lágrimas nos olhos”, disse Christopher Bochmann a 4 de Novembro de 2010, no programa de rádio Na Outra Margem de Manuela Paraíso, realizado por ocasião do 60.º aniversário do compositor. “A flexibilidade emotiva na música deve-se à coexistência da intuição com o rigor. É o rigor que nos permite a melhor expressão intuitiva”.
Bochmann está presente na vida musical portuguesa há cerca de 45 anos, tendo desenvolvido uma actividade docente que marcou várias gerações de criadores portugueses. A sua criação prolífica inclui uma ampla lista de obras que abrangem quase todos os géneros musicais, da música para solistas à música orquestral, da música de câmara à ópera...; todas elas sendo marcadas pelo rigor do seu pensamento musical e da sua técnica composicional, mas também não privadas de um impacto emocional profundo.
Neste concerto serão apresentar algumas das obras que Christopher Bochmann escreveu para o GMCL ao longo dos últimos 20 anos, culminando com a mais recente obra do compositor para esta formação. Uma homenagem um compositor/professor não ficaria completa sem apresentarmos obras de ex-alunos, e neste sentido serão apresentadas obras de Carlos Caires e João Nascimento.


GMCL (GRUPO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA DE LISBOA) Em 2020, o GMCL (Grupo de Música Contemporânea de Lisboa) assinalou o seu cinquentenário, nacional e internacionalmente, com diversas celebrações e eventos – concertos, conferências, publicação de livros evocativos e lançamento de um DVD. Depois de um ano dedicado aos seus 50 anos de história e às efemérides evocativas de Jorge Peixinho e Clotilde Rosa, este ano apresentamos Rio do Tempo. Uma temporada de renovação da tradição musical contemporânea, qual fluidez do tempo, trazendo a herança até ao presente, revisitando as origens, sem, no entanto, deixar de construir pontes para a vanguarda da contemporaneidade. Os trabalhos discográficos do GMCL com música de Jorge Peixinho, editados por “La Mà de Guido” (LMG 4004, 4008 e 2147) mereceram o aplauso entusiástico e unânime da crítica especializada, bem como o duplo CD Caminhos de Orfeu (LMG 2115), dedicado a diversas obras encomendadas pelo Grupo. Em 2019, o GMCL editou um disco monográfico dedicado à música de câmara de Filipe Pires (LMG 2159) e em 2020 apresentou um DVD com obras de Constança Capdeville, gravado ao vivo no Teatro Municipal de São Luiz. Para celebrar a temporada 2020 – Três nascimentos: Clotilde Rosa 90 anos (n.1930); Jorge Peixinho 80 anos (n.1940); GMCL 50 anos (n. 1970) – O GMCL editou em parceria com a AVA – Musical Editions dois livros, GMCL 50 Anose Clotilde Rosa – in Memoriam, que se encontram disponíveis no catálogo desta editora.

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RePercussion Trio • “Metatempo”
Oct
29
7:30 PM19:30

RePercussion Trio • “Metatempo”

RePercussion Trio • “Metatempo”

Alexandre Silva, Daniel Araújo e Jorge Pereira / percussão


PROGRAMA

• Luís Antunes Pena - Did we speak up
• Maurizio Azzan - Remainscape
• Hugo Vasco Reis - Fragile Movements Towards Absence
• João Pedro Oliveira - Kairos

“Metatempo” é uma proposta musical que se debruça sobre três esferas fundamentais da reflexão acerca do tempo – essa categoria finita e inevitável da existência, da cultura e da música. Sobre esses eixos fundamentais, o RePercussion Trio leva a palco quatro composições originais de Hugo V. Reis, João P. Oliveira, Luís A. Pena e Maurizio Azzan que se inspiraram em trípticos visuais de imagens satélite da Terra (postas ao acesso livre pela NASA) que têm como elementos centrais a atmosfera, o aquecimento global, a presença humana, a vida natural, as catástrofes naturais, o gelo, a neve e a água. Assim, “Metatempo” constitui-se como uma provocação em torno das implicações do tempo, ou da perceção do seu decurso, na sequência de eventos associada à crise climática em dialética com as suas causas e impactos culturais.


RePercussion Trio
RePercussion Trio é um grupo de percussão, criado em 2016, composto por Alexandre Silva, Daniel Araújo e Jorge Pereira. O grupo dedica-se à música contemporânea, experimental e performativa através de encomendas, difusão de obras contemporâneas existentes e criação de concertos próprios para esta formação. Tem como principal foco o desenvolvimento de novas técnicas e instrumentos para percussão, bem como a criação e exploração de novas obras artísticas obtidas através de um contacto próximo com os compositores, por exemplo, em períodos de experimentação conjunta. Estes períodos de experimentação são catalisadores para a génese e consolidação do processo criativo. Ao longo da sua atividade artística, já colaborou com compositores como João Pedro Oliveira, Luís Antunes Pena, Maurizio Azzan, Hugo Vasco Reis, Carlos Guedes, Maria Vittoria Agresti, Olívia Silva e Agnelo Marinho. Desde a sua formação já participou em festivais como o Cistermúsica, Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, Verão a 2 tempos, Bienal de Valongo e Harmos Festival e foi premiado com o 1º prémio RE_CRE@ (2025), Prémio JovensIntérpretes no Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (2021), e em 2017, o 2o lugar, Categoria Júnior, CIMCA – Concurso Internacional de Música de Câmara da Cidade de Alcobaça. A sua atividade principal centra- se em Portugal e Suíça.

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 Concerto João Madeira, Carlos Zíngaro, Bruno Parrinha
Jun
19
7:30 PM19:30

Concerto João Madeira, Carlos Zíngaro, Bruno Parrinha

Concerto a trio - Carlos "Zíngaro", pioneiro e mentor da música experimental e indeterminada; Bruno Parrinha, multi-instrumentista (neste caso com o clarinete baixo) e mestre na composição em tempo real; João Madeira, compositor e contrabaixista, fundador da 4DaRECORD, criador e músico em peças como A Máquina Hamlet (Artistas Unidos 2019) ou Parece que o Mundo (ACCCA 2018). Por cada cada performance deste trio - o 'ground-zero' idiossincrático da composição, com especial enfoque no que ainda não foi feito, no que está para vir, com toda a bagagem de 3 gerações de músicos portugueses cruzando os seus liames entre si.

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 Concerto de Laureados do Concurso Folefest
Jun
18
7:30 PM19:30

Concerto de Laureados do Concurso Folefest

Concerto de Laureados - Concurso Folefest

João Dionísio, acordeão

Vitaly Khodosh   Sonata Poema
1. Preludio
2. Toccata
3. Postludio 

W. Semyonov   Don Rhapsodie nº 1 (3º and.)

Francisco Martins, acordeão 
João Pedro Oliveira   Simetrias
Christopher Bochmann  Essay XVIII

antiDuoto

Gabriel Santos, violino | João Dionísio, acordeão
 

Marketa Lastovickova   Fantasia de Càmara

Krzystof Naclicki   Trzy Szkice
1. Andante Cantabile
2. Quasi Valsa
3. Montion Toccata

Richard Gallianno   Sertão (arranjo: Paulo J. Ferreira)

João Dionísio
João Dionísio nasceu em Sintra no ano de 2010. Começou os seus estudos musicais em 2017 na Academia de Música de Alcoitão. Em 2021 foi admitido no instrumento acordeão, na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional. Desde aí, frequenta a classe do professor Paulo Jorge Ferreira. Em 2023 participou no Concurso Folefest, onde obteve o primeiro prémio da categoria A e também o prémio de melhor intérprete. No mesmo ano, foi segundo classificado no Concurso Jovem.Com promovido pelos conservatórios oficiais de música, destinado a alunos de todos os instrumentos. Em 2024 participou no programa televisivo Got Talent Portugal onde chegou à fase de apuramento. Participou também no Concurso Folefest 2024, obtendo o primeiro prémio da categoria B e igualmente o prémio melhor intérpete. Nesse mesmo ano, foi o vencedor do 6° Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea (categoria básico). Em 2025, com antiDuoto (violino e acordeão) foi o vencedor do prémio música de câmara (nível médio) do Concurso Folefest. Conquistou os seguintes prémios em concursos internacionais: 3° prémio no Concurso Internacional PIF Castelfidardo (categoria B), em Itália (2024) ; 2º prémio no Concurso Internacional de Acordeão de Pula  (categoria C2), na Croácia (2025). Frequentou Master-Classes com os acordeonistas: Paulo Jorge Ferreira, Samuele Telari, José Valente, Ivan Šverko, João Barradas, Geir Draugsvoll e Xu Xiaonan.

Francisco Martins
Francisco Martins (2000), acordeonista de Castelo Branco, a concluir o mestrado em performance pela Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco com o professor Paulo Jorge Ferreira.

Integrante dos Síntese – Grupo de Música Contemporânea, Concrète [Lab] Ensemble, ExoDuo, Lontano Trio e Fragmentos Ensemble. Trabalhou com o Ensemble MPMP e com a Camerata Nov’Arte.

Estreou obras dos compositores: Ângela da Ponte, César Viana, Duarte Dinis Silva, Edward Ayres de Abreu, Hugo Vasco Reis, Ieva Raubytė, João Barradas, João Pedro Oliveira, João Quinteiro, Luís Antunes Pena, Luiz Gonçalves, Mariana Vieira, Marta Domingues, Paulo Jorge Ferreira, Pedro Faria Gomes, Rafael Nunes, Rúben Borges, Rui Dias e Solange Azevedo. Conta com a gravação da obra “Aspen Tree” de Marta Domingues no CD “Raiz do Som 1” (2022) Projeto DME e com a gravação da 7ª Sinfonia de Bruckner com a Camerata Nov’Arte.

Durante o seu percurso, realizou concertos por todo o país, Brasil, Cuba, Espanha, França, Grécia e República Checa. Dos prémios conquistados destacam-se o 2º Prémio de Acordeão do Prémio Jovens Músicos 2022, e o 3º Prémio em Música de Câmara Nível Superior do Prémio Jovens Músicos 2024; o 1º Prémio na Categoria Superior do 5º Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea (2023); no Concurso Folefest o Prémio Melhor Intérprete (2019 e 2021) e o 1º Prémio na categoria música de câmara nível superior (2022 e 2024).

antiDuoto

Constituído por João Dionísio (acordeão) e Gabriel Santos (violino), é um grupo de música de câmara formado na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional em 2024, sob a orientação do professor Paulo Jorge Ferreira. O duo conquistou o 1º prémio na edição de 2025 do Concurso Folefest, na categoria E - música de câmara nível médio. Um dos objetivos deste Duo é divulgar o repertório original escrito para violino e acordeão.

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HEDERA 4TET · música improvisada
May
17
9:00 PM21:00

HEDERA 4TET · música improvisada

BILHETEIRA

HEDERA 4TET Carlos Zíngaro, Bernardo Aguiar, David Magalhães Alves e Francisco Lima da Silva.

"Cruzamentos Invisíveis - Ecos e Sussuros do Cosmos" de Vítor Rua

HEDERA 4TET
Estabelecido em 2022 a partir de uma incomum e informal experiência entre quatro violinistas, o coletivo Hedera 4tet é um quarteto composto pelos músicos Carlos Zíngaro, Bernardo Aguiar, David Magalhães Alves e Francisco Lima da Silva.

É com esta formação que pretendemos explorar a música nas suas abordagens mais alargadas, entendendo-se a arte sonora enquanto elemento criativo e enquanto elemento determinado e indeterminado, fruto da improvisação e do equilíbrio de contrastes.

Aliam-se neste grupo duas gerações distintas, estabelecendo-se pontes intergeracionais não que ligam mas que se alimentam e definem mutuamente, linhas que identificam e que são transpostas. Percursos e passados próprios que comunicam entre si, não apenas num sentido finito de um “passar da tocha”, mas sim para partilhar a chama, com outros fogos, que se perpetuam, renovam e enriquecem entre si.

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Duo Interdito • O Caderno de Eugénio com obras de jovens compositores portugueses
May
2
7:30 PM19:30

Duo Interdito • O Caderno de Eugénio com obras de jovens compositores portugueses

BILHETEIRA

Duo Interdito
Sofia Marafona / soprano
Duarte Pereira Martins / piano
Adriana Romero / videografia

FOLHA DE SALA

“O Caderno de Eugénio” com obras de jovens compositores portugueses

PROGRAMA
• Erwin Schulhoff • Lieder op. 32
• Wolfgang Rihm • Wortlos
• Camila S. Menino • Nocturno de “Primeiros Poemas”
• Miguel Resende Bastos • Rente ao chão de “Rente ao Dizer”
• Sara Ross • Toda a poesia é luminosa ("Ver claro") de “Os Sulcos da Sede”
• Carlos Lopes • Oiço correr a noite pelos sulcos de “O peso da sombra”
• Pedro Finisterra • Contigo de “O outro nome da terra”
• Fábio Cachão • Lume breve ("O Sal da Língua") de “O Sal da Língua”
• Improvisações

SOBRE O CADERNO
Caderno de Eugénio é o novo projecto do Duo Interdito e nasce da vontade de celebrar o centenário de Eugénio de Andrade (1923-2005), um dos mais aclamados poetas portugueses do século XX, com um estilo inconfundível e muito próprio que lhe conferiu um espaço indefectível na Literatura Portuguesa. No seguimento de trabalhos anteriores em torno da poesia de Charles Baudelaire, a soprano Sofia Marafona e o pianista Duarte Pereira Martins propuseram-se à criação de uma nova perspectiva musical em torno da obra poética de Eugénio. O duo convidou doze jovens compositores portugueses para a escrita de miniaturas para canto e piano, criando assim um novo cancioneiro eugeniano. O objectivo do Duo Interdito é agora apresentar concertos associados à criação destas canções, promovendo a poesia de Eugénio de Andrade e lançando a público as novas composições. Além da ligação entre Literatura e Música, tão cara a Eugénio, o duo procura também o cruzamento entre estas duas artes e a componente visual, oferecendo ao Caderno de Eugénio mais uma interpretação dos poemas escolhidos e a imersão total no universo eugeniano. O espectáculo consiste, pois, num recital de canto e piano, incluindo também uma componente (opcional) de projecção de vídeo, a cargo da videógrafa Adriana Romero.

Duo Interdito on https://www.youtube.com/@interditoduo


O Caderno de Eugénio - Toda a poesia é luminosa | vídeo: Adriana Romero

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Emmanuelle Maggesi  •  CICLO George Crumb
Apr
11
7:30 PM19:30

Emmanuelle Maggesi • CICLO George Crumb

BILHETEIRA

CICLO GEORGE CRUMB

Emmanuelle Maggesi / piano

PROGRAMA
• George Crumb (1929-2022) – “Metamorphoses” Book I (2015-2017):
Ten Fantasy-Pieces (After Celebrated Paintings)
1 – Black Prince - Paul Klee
2 – Goldfish - Paul Klee
3 – Crows over the wheat field - Vincent van Gogh
4 – The fiddler - Marc Chagall
5 – Nocturne : blue and gold (Southampton water) - James McNeill Whistler
6 – Perilous night - Jasper Johns
7 – Clowns at night - Marc Chagall
8 – Contes barbares - Paul Gauguin
9 – The persistence of memory - Salvador Dali
10 – The blue rider - Wassily Kandisky 

[PT]
Emmanuelle Maggesi é diplomada em interpretação, música de câmara e ensino de piano pelo Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Lyon. Especialista em música contemporânea, foi pianista do ensemble Les Temps Modernes durante dez anos, actuando na Europa e no estrangeiro. Em 2006, formou o duo Cthulhu com o percussionista Ying-Hui Wang. Toca a 4 mãos no duo ClairObscur com a pianista Anne Wischik desde 2012.
Professora de piano e coordenadora do departamento de teclado no Conservatório de Dunkerque, Emmanuelle Maggesi divide a sua vida profissional entre o ensino e os projectos musicais.

[ENG]
Emmanuelle Maggesi holds diplomas in performance, chamber music and piano teaching from the Conservatoire National Supérieur de Musique et Danse de Lyon. A specialist in contemporary music, she was pianist with the ensemble Les Temps Modernes for ten years, performing in Europe and abroad. Since 2006, she has formed the duo Cthulhu with percussionist Ying-Hui Wang. She has played 4 hands in the duo ClairObscur with pianist Anne Wischik since 2012.
Currently a piano teacher and coordinator of the keyboard department at the Conservatoire de Dunkerque, Emmanuelle Maggesi divides her professional life between teaching and musical projects.

Emmanuelle Maggesi plays Gaussin in Korea

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DUPLO CONCERTO · DUPLO LANÇAMENTO MISO RECORDS
Mar
29
7:30 PM19:30

DUPLO CONCERTO · DUPLO LANÇAMENTO MISO RECORDS

CONCERTO DE LANÇAMENTO CDS «SONS INTERIORES/INTERIOR DOS SONS» de FILIPE ESTEVES e «EIGHT DIALOGUES» de ARMANDO TEIXEIRA & MIGUEL LEIRIA PEREIRA

Um duplo concerto para celebrar o lançamento dos dois últimos álbuns editados pela Miso Records: "Sons Interiores / Interior dos Sons – uma alquimia doméstica" (música acusmática / electroacústica) de Filipe Esteves e "Eight Dialogues" de Armando Teixeira e Miguel Leiria Pereira (duo de sintetizador Buchla e contrabaixo).

PROGRAMA

• Filipe Esteves: "Sons Interiores / Interior dos Sons – uma alquimia doméstica" (música acusmática / electroacústica)
Filipe Esteves — difusão sonora

• Armando Teixeira & Miguel Leiria Pereira: “Eight Dialogues"
Armando Teixeira — sintetizador Buchla
Miguel Leiria Pereira — contrabaixo

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Francisco Cipriano •  Mãos no Fogo
Mar
28
7:30 PM19:30

Francisco Cipriano • Mãos no Fogo

BILHETEIRA

Mãos no Fogo

Francisco Cipriano / percussão

FOLHA DE SALA

Alvin Lucier - Silverstreet Card for the Orchestra
Pierluigi Billone - Mani.Gonxha
Marta Domingues – Grafia
Textos de Tomás Moital

Sinopse:

Apesar da palavra que o seu nome evoca, o concerto "Mãos no Fogo" assenta na sensibilidade física do intérprete. Partindo de uma vontade de explorar a relação física entre o executante e o instrumento, o programa centra-se na proximidade gestual (touch) do percussionista com os mais diversos instrumentos e objetos musicais. Não só através do contacto direto da mão com as superfícies, a materialização do som torna-se um processo mais físico e humano no trato para com o instrumento.

Francisco Cipriano obteve a sua licenciatura em percussão na Escola Superior de Música de Lisboa e terminou o mestrado em performance, na Hochschule der Künste Bern (Suíça). Foi bolseiro da Fundação GDA e Hirschamann Foundation e galardoado nos principais concursos em Portugal em categoria solo e música de câmara no Prémio Jovens Músicos, nível médio e superior, Concurso Internacional de Percussão da Beira Interior, Concurso internacional de Lagos, entre outros. 

Através de diversos projetos a solo e em música de câmara procura a exploração da música vanguardista, da colaboração e da experimentação. Colaborou com vários grupos como o Ensemble DME, Merak Trio, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Les Percussions de Strasbourg, Ensemble Off, Vertigo Ensemble e o duo Nada Contra. Atualmente dedica-se também à música improvisada, apresentando-se no Festival Robalo, na Penhasco Cooperativa e na Jam Session, no Arroz Estúdios.

Apresentou-se no Festival Jovens Músicos, Festival Les amplitudes, Festival Intinerante de Percussão , Cistermúsica, Musikfestival Bern, Festival Música Viva, Liminal Spaces. Fez encomendas para obras solo de percussão a Tobias Pfeil (Simulation I), João Caldas (Pirâmide de Aristóteles), Marta Domingues (-grafia). Estreou peças de ensemble/ orquestra de Luis Tinoco, Diogo Alvim, Dimitris Andrikopoulos, Miguel Amaral, Luis Cipriano, Francisco Fontes, Hugo Vasco Reis, João Quinteiro, Valerio Sannicandro.

Co-criou, Transformer L’Homme, uma colaboração entre Tomás Moital, Pedro Tavares e Pierre Carré apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, Uma outra Bela Adormecida com Beatriz Brás, Martim Sousa Tavares e Francisco Lourenço, Unfold com Kayzer Ballet. Gravou o CD flutuações com a flautista Katherine Rawdon, Times Stand Still com o Ensemble Darcos Times Stand Still. Desde 2021 que procura lançar a sua carreira de freelancer por toda a Europa com foco principal na exploração de Música contemporânea e colaborações regulares com artistas.

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Cláudio de Pina • órgão e electrónica • homenagem a Phill Niblock
Mar
27
7:30 PM19:30

Cláudio de Pina • órgão e electrónica • homenagem a Phill Niblock

BILHETEIRA

Cláudio de Pina • órgão e electrónica • homenagem a Phill Niblock

FOLHA DE SALA

Unmounted / Muted Noun (2019) Phill Niblock (1933-2024) para órgão e electrónica fixa, 25’ *

Nagro (aka – Organ) (2019) Phill Niblock (1933-2024) para órgão e electrónica fixa, 25’ *

* (estreia nacional)

Sinopse:

Phillip Earl Niblock (1933-2024) foi um dos principais artistas nova-iorquinos da música experimental, faleceu em Janeiro de 2024 com 90 anos de idade. Conhecido como compositor, fotógrafo e videógrafo, onde algumas das tentativas de classificar a sua vasta produção têm variado muito, com alguns a rotulá-lo de estruturalista, minimalista, ou simplesmente, artista sonoro. Não obstante, sempre ansioso por desafiar a categorização, Niblock preferiu os termos "compositor" ou "artista intermédia" e afirmou que não existiam linhas conceptuais transversais ao seu trabalho e aos seus diversos meios que comprovassem uma categorização.

Niblock criou a sua música a partir de drones. Drone, palavra em inglês que significa zangão ou abelhão, que podemos traduzir como bordão, ou nota-pedal em português. São sons longos que no caso de Niblock são caracterizados por um acumular de sonoridades que criam entre si um efeito físico, denominado de batimento. Os drones criados por Niblock são gerados electronicamente, gravados, reamplificados e dispostos por vezes numa microtonalidade. Niblock usou inicialmente gravações fita e depois mais tarde a electrónica e o computador. Não obstante, acrescentou à sua sonoridade outros instrumentos capazes de sonoridades sustentadas, acrescentando assim à sua vasta panóplia sonora; o violoncelo, a gaita de fole, o hurdy-gurdy e o órgão, entre outros.
Nesta homenagem iremos apresentar duas obras para órgão de tubos, Unmounted  (2019) e Nagro (2019), encomendas do Festival Musica (Strasbourg) e dedicadas ao organista Hampus Lindwall (1976-). Estas obras serão acompanhadas pela parte A do filme The Movement of People Working (1973). Este filme foi realizado e gravado por Niblock em fita de 16 mm durante as suas viagens a diversos países, onde documentou as actividades e tarefas mundanas desses povos na sua forma mais elementar.           
Nesta homenagem iremos usar diversos órgãos, todos eles com uma génese diferente (órgão Hammond, órgão histórico português, órgão sinfónico alemão e órgão romântico francês, entre outros) que serão dispostos e difundidos no espaço do O’culto através da Orquestra de Altifalantes que desta forma transforma o espaço físico num local telúrico dedicado ao culto do som e da imagem.

Drone music, the sustained tone branch of minimalism (La Monte Young, 2000)

Cláudio de Pina (1977) Artista sonoro, improvisador, organista, compositor e investigador. Titular do órgão histórico da Igreja Paroquial da Ajuda. Investigador integrado do Grupo de Investigação em Música Contemporânea (CESEM, FCSH-UNL). Possui um Diploma de Estudos Avançados em Artes Musicais (FCSH/ESML) no domínio da música contemporânea para órgão. Mestre em Artes Musicais, na área da música electroacústica e música contemporânea para órgão, com distinção no Quadro de Honra, Melhor Mestre 2018/19 (FCSH). Encontra-se actualmente a terminar o doutoramento, na mesma área académica. Foi bolseiro de investigação da FCT de 2021 a 2024. Estudou no Instituto Gregoriano de Lisboa, Hot Jazz Club e Eng. Física na FC-UL. Estudou também com Adrian Moore, Åke Parmerud, Annette Vande Gorne, Barry Truax, César Viana, Eurico Carrapatoso, Gilles Gobeil, Hans Tutschku, Vincent Debut e Trevor Wishart. A sua produção artística e científica centra-se em: análise musical, composição, música electroacústica, música acusmática, paisagem sonora, acústica, síntese sonora, órgão e estudos de interpretação. O seu trabalho tem sido premiado, editado e publicado internacionalmente em eventos como Arte no Tempo, Aveiro Síntese, Binaural Nodar, Encontro Nacional de Investigação em Música, Encontro Internacional de Tecnologia e Música, Festival DME, Festival Música Viva, Festival Curto-cicuito, MUSLAB, Festival Zeppelin, International Society for Contemporary Music, Matera/Intermedia, Nova Contemporary Music Meeting, New Adventures in Sound Art, Perpectivas Sonoras, World Listening Project e L'Espace du Son. As suas obras acusmáticas foram publicadas nas colecções MA/IN 2019Métamorphoses 2020 e Deep Wireless #18 2024, onde foi finalista nestes concursos. Em 2020, publicou Asteroeidēs, música para órgão e electrónica, e Palimpsestus, música acusmática. Em 2022, lançou Avant-garde Organ, uma edição crítica de obras de vanguarda no órgão histórico português. O álbum foi financiado pela Fundação GDA, com o apoio do CESEM, Ministério da Cultura de Portugal, e foi editado pela 9musas e distribuído pela Codax Music. Este álbum teve críticas favoráveis nas prestigiadas revistas Ípsilon, Scherzo e The Wire, para além de ter sido objecto de entrevistas internacionais e de transmissão televisiva e radiofónica. Em 2023, em colaboração com o nova-iorquino Andrew Levine, lançou o álbum Aether Ventus, órgão com sintetizadores modulares e theremin. Realizou o centenário de György Ligeti em 2023 no Museu Nacional da Música e na conferência internacional do NCMM. Executou oito horas do ciclo de obras ASLSP/Organ2 de John Cage no Museu Nacional da Música. Actuou na 30ª edição do Festival Música Viva com estreias de obras para órgão de Bruno Gabirro, Diogo Alvim e Ivan Moody.

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Sond’Ar-te Electric Ensemble  •  Tribuna Internacional de Compositores
Mar
21
9:00 PM21:00

Sond’Ar-te Electric Ensemble • Tribuna Internacional de Compositores

Sond’Ar-te Electric Ensemble · © Perseu Mandillo

BILHETEIRA

O’culto da Ajuda
sexta-feira, 21 de Março, às 21h00
Sond’Ar-te Electric Ensemble sob a direcção de Pedro Neves

Concerto Antena 2


PROGRAMA
· David Miguel · “Gravitas” (2023)
· Monika Szpyrka · “Regrowing” (2023) *
· Carlos Brito Dias · “Do lume que pesa” (2019)
· Miguel Azguime ·“D’un horizon tendu” (2019)
· Valerio Sannicandro · “Reticulatum” (2022)

* estreia absoluta
obra premiada no International Rostrum of Composers da International Music Council

Sond’Ar-te Electric Ensemble

Pedro Neves · maestro
Sílvia Cancela · flauta
Nuno Pinto · clarinete
Vítor Vieira · violino
Filipe Quaresma · violoncelo
João Casimiro de Almeida · piano
João Dias · percussão

O International Rostrum of Composers (IRC) [Tribuna Internacional de Compositores], organizado pelo Conselho Internacional de Música (IMC) criado em 1949 como órgão consultivo da UNESCO, é um fórum internacional de representantes de organizações de radiodifusão que se reúnem com o propósito de trocar e transmitir música contemporânea. Atualmente, mais de 30 redes de rádio nacionais, entre as quais a Antena 2, participam do Rostrum, apresentando cerca de 60 obras compostas nos últimos cinco anos.
Todas as obras apresentadas no IRC são disponibilizadas pela European Broadcasting Union (EBU) para a sua ampla rede de membros e associados via satélite. Estes programas de difusão garantem uma excelente cobertura internacional para os compositores.

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João Madeira "Aqui, Dentro"
Feb
11
9:00 PM21:00

João Madeira "Aqui, Dentro"

BILHETEIRA

João Madeira "Aqui, Dentro"

João Madeira (concepção e contrabaixo)
Cláudio de Pina (electrónica em tempo real)
António Jorge Gonçalves (desenho digital em tempo real)

 FOLHA DE SALA

Sinopse:

Uma narrativa de uma ideia — para uma ideia de narrativa. Aqui, Dentro #3 é uma performance multidisciplinar imaginada por João Madeira, que convida Cláudio de Pina e António Jorge Gonçalves para esta intrépida viagem. João Madeira pretende submeter e partilhar a sua composição original para solo de contrabaixo, através da lente interpretativa do processamento sonoro realizado por Cláudio de Pina e o desenho digital em tempo real realizado por António Jorge Gonçalves. Esta viagem tem o intuito de abrir clareiras dentro do som, de descobrir câmaras escavadas no chão, no solo de uma nota só, desvelando assim — a profundidade eletroacústica dessa escavação. O instrumento é assim tocado a quatro mãos e a duas dimensões e, por sua vez, a música que dele ressoa dá lugar de visibilidade à gestação de uma narrativa imagética, imagem da própria escuta —  o desenho.

António Jorge Gonçalves e João Madeira conheceram-se em 2017 e realizaram duas experiênciasperformativas que culminam agora neste encontro, único e exclusivo no O'culto da Ajuda. A Arte bem documentada de António Jorge Gonçalves fornece a esta viagem uma abordagem única e exclusiva em que o desenho segue o som. Uma sonoridade intuitiva, rude e determinada, perene na própria indeterminação do seu percurso. Uma narrativa sonora inventada durante o acto performativo, como se essa narrativa se gerasse a si própria em uma performance imersiva — tanto no som como na imagem. João Madeira 2025

Bios:

João Madeira (1979) iniciou os estudos de música e contrabaixo no Conservatório de Lisboa, aos 12 anos. Em 2002, publicou “E a Lua Forma-se Luar” (ed. Aríon), resultado de um período em que a expressão através da poesia foi prevalecente. Logo após a sua licenciatura em Musicologia pela UNL foi investigador em etnomusicologia, coordenador de setor de música na função pública, iniciando depois a atividade pedagógica que continua a desenvolver. Como músico estudou diversos idiomas extraocidentais, antes de se dedicar à improvisação livre/composição em tempo real. Colaborou como cocriador, compositor, músico, actor, ou diretor musical, em criações como: “A Fábrica de Nada”, 2005, e “A Máquina Hamlet”, 2020 - Artistas Unidos; “Agora eu era”, 2007, Companhia do Chapitô;Para Acabar, a partir de Artaud”, 2014; “A África de José de Guimarães”, 2012, Jorge Silva Melo - vídeo/documentário; “Parece que o Mundo”, de ACCCA/ C. Andermatt & J.Lucas, 2018, e "Celan", de Intruso / Romulus Neagu 2021 - dança contemporânea; entre outros. É o curador, compositor e diretor do ciclo performativo intitulado Golfo Místico, na galeria Zaratan em Lisboa, desde 2017. Em 2021, apresentou o seu recital solo "Aqui, Dentro" no O'Culto da Ajuda/Miso Music, editado em CD pela Miso Music em 2022. Ainda em 2021 fundou a editora 4DaRecord. Já gravou com Abdul Moimême, Daniel Levin, Dirk Serries, Ernesto Rodrigues, Fred Lonberg-Holm, George Haslam, Helena Espvall, Hernâni Faustino, Luís Vicente, Maria da Rocha, Miguel Mira, Sofia Borges, entre outros.

Cláudio de Pina (1977) Artista sonoro, improvisador, organista, compositor e investigador. Titular do órgão histórico da Igreja Paroquial da Ajuda. Investigador integrado do Grupo de Investigação em Música Contemporânea (CESEM, FCSH-UNL). Possui um Diploma de Estudos Avançados em Artes Musicais (FCSH/ESML) no domínio da música contemporânea para órgão. Mestre em Artes Musicais, na área da música electroacústica e música contemporânea para órgão, com distinção no Quadro de Honra, Melhor Mestre 2018/19 (FCSH). Encontra-se actualmente a terminar o doutoramento, na mesma área académica. Foi bolseiro de investigação da FCT de 2021 a 2024. Estudou no Instituto Gregoriano de Lisboa, Hot Jazz Club e Eng. Física na FC-UL. Estudou também com Adrian Moore, Åke Parmerud, Annette Vande Gorne, Barry Truax, César Viana, Eurico Carrapatoso, Gilles Gobeil, Hans Tutschku, Vincent Debut e Trevor Wishart. A sua produção artística e científica centra-se em: análise musical, composição, música electroacústica, música acusmática, paisagem sonora, acústica, síntese sonora, órgão e estudos de interpretação. O seu trabalho tem sido premiado, editado e publicado internacionalmente em eventos como Arte no Tempo, Aveiro Síntese, Binaural Nodar, Encontro Nacional de Investigação em Música, Encontro Internacional de Tecnologia e Música, Festival DME, Festival Música Viva, Festival Curto-cicuito, MUSLAB, Festival Zeppelin, International Society for Contemporary Music, Matera/Intermedia, Nova Contemporary Music Meeting, New Adventures in Sound Art, Perpectivas Sonoras, World Listening Project e L'Espace du Son. As suas obras acusmáticas foram publicadas nas colecções MA/IN 2019Métamorphoses 2020 e Deep Wireless #18 2024, onde foi finalista nestes concursos. Em 2020, publicou Asteroeidēs, música para órgão e electrónica, e Palimpsestus, música acusmática. Em 2022, lançou Avant-garde Organ, uma edição crítica de obras de vanguarda no órgão histórico português. O álbum foi financiado pela Fundação GDA, com o apoio do CESEM, Ministério da Cultura de Portugal, e foi editado pela 9musas e distribuído pela Codax Music. Este álbum teve críticas favoráveis nas prestigiadas revistas Ípsilon, Scherzo e The Wire, para além de ter sido objecto de entrevistas internacionais e de transmissão televisiva e radiofónica. Em 2023, em colaboração com o nova-iorquino Andrew Levine, lançou o álbum Aether Ventus, órgão com sintetizadores modulares e theremin. Realizou o centenário de György Ligeti em 2023 no Museu Nacional da Música e na conferência internacional do NCMM. Executou oito horas do ciclo de obras ASLSP/Organ2 de John Cage no Museu Nacional da Música. Actuou na 30ª edição do Festival Música Viva com estreias de obras para órgão de Bruno Gabirro, Diogo Alvim e Ivan Moody.

António Jorge Gonçalves (1964) é um autor de banda desenhadacartoonista, performer visual, ilustradorcenógrafo e professor português. É autor de diversas Novelas Gráficas, e tem colaborado com diversos escritores – Nuno Artur Silva, Rui Zink, Ondjaki ou Mário de Carvalho – na criação de livros onde texto e imagem se relacionam de forma exploratória. Criou o projecto Subway Life, desenhando pessoas sentadas nas carruagens do Metro em 10 cidades do mundo. Estes desenhos foram apresentados através de um website, de um livro editado pela Assírio & Alvim, e de uma exposição em circulção. Faz semanalmente cartoon político para o Inimigo Público (suplemento do Público) desde 2003. Estes trabalhos foram também publicados no Le Monde e Courrier Internacional, e premiados no World Press Cartoon. Fez cenografia e figurinos para diversas peças de teatro. Através do método de Desenho Digital em Tempo Real e da manipulação de objectos em Retroprojector de Transparências, tem criado espectáculos com músicos, actores e bailarinos. Escreveu e realizou o filme/espetáculo Lisboa quem és tu? para ser projetado nas muralhas do castelo de São Jorge, em Lisboa. Recebeu em 2013 o Prémio Nacional de Ilustração (Portugal) pelo livro “uma escuridão bonita” (com Ondjaki, Caminho 2013) Entre 2008 e 2015 lecionou "Espaços Performativos "no Mestrado em Artes Cénicas (FSCH, Lisboa). Em 2015 integrou o projecto pedagógico 10x10 da Fundação Calouste Gulbenkian como artista formador.

 

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Barullo Colectivo • concerto Antena 2
Feb
10
9:00 PM21:00

Barullo Colectivo • concerto Antena 2

BILHETEIRA

Barullo Colectivo
José Lencastre – saxofone
Carla Santana – eletrónica
Clara Lai – piano
João Valinho – bateria

Barullo Colectivo é um novo quarteto com base em Lisboa - José, Carla e João; e Clara em Barcelona. Músicos activos e dinâmicos na cena de música improvisada e experimental, reúnem-se nesta ocasião para explorar os múltiplos diálogos sonoros que esta formação convida. Um encontro único para uma viagem na escuta e interação espontânea entre estes quatro inquietos improvisadores.


BIOGRAFIAS

José Lencastre é reconhecido pela sua versatilidade e abordagem inovadora ao jazz e à música improvisada. Ao longo dos anos, tornou-se uma figura central na vibrante cena de improvisação em Portugal, sendo conhecido pela sua capacidade de transitar de forma fluida por diversos géneros musicais dentro do universo da música criativa contemporânea. Com uma carreira prolífica, José contribuiu para cerca de 60 álbuns, dos quais 30 como líder ou co-líder. Esta extensa discografia reflete não apenas a sua dedicação à arte, mas também o seu compromisso em ultrapassar fronteiras e explorar novos horizontes criativos. Os seus álbuns receberam elogios de publicações prestigiadas como Jazz.pt, All About Jazz, Free Jazz Blog, Salt Peanuts, NYC Jazz Records e Ipsilon. A sua música está profundamente enraizada na crença de que ela possui um poder transformador e curativo. Esta abordagem reflete o seu compromisso em contribuir para um mundo melhor e mais harmonioso. Cada performance é pensada para criar momentos de introspecção, ressonância emocional e união, permitindo que a música transcenda as suas fronteiras tradicionais. José faz regularmente tours pela Europa, apresentando-se em festivais e espaços renomados como Area Sismica, Krakow Jazz Festival, Copenhagen Jazz Festival, Aarhus Jazz Festival, Dragon Social Club e Konfrontationen Festival. Além disso, é co-fundador da Phonogram Unit, uma editora criada durante a pandemia de 2020, com o objetivo de lançar música livre e contemporânea dos músicos associados. As suas colaborações estendem-se internacionalmente, trabalhando com músicos renomados como Peter Evans, Susan Alcorn, Michael Formanek, Raoul Van der Weide, Onno Govaert, Joost Buis, Margaux Oswald, Clara Lai, Dirk Serries, Martina Verhoeven, Eve Risser, Aleksandar Scoric, Sakina Abdou, Peter Orins, Andrew Lisle, Bart Maris, John Dikeman, Motoko Honda, Kresten Osgood, Albert Cirera, Zbigniew Kozera e Vasco Trilla, entre outros.

Mais INFO: https://www.joselencastre.com
https://joselencastre.bandcamp.com
https://www.instagram.com/ze_lencastre/
https://www.facebook.com/jose.lencastre.9

Carla Santana
Dedica-se a formas contemplativas de viver e trabalhar o som, criando paisagens sonoras através de field recordings, captações electro-acústicas, síntese analógica/digital e processamento de diversas fontes sonoras. Vive o som pelo seu potencial musical, mas também como objecto artístico. Apresenta as suas criações a solo (concertos, composições audio-visuais, actos sonoros, manifestos) sob o nome Quatroconnection. Participa regularmente em concertos de música improvisada com músicos dos mais variados espectros sonoros, em ensembles como Variable Geometry Orchestra, IKB, Isotope. Toca em duo de electrónicas com Carlos Santos. É membro de Quarto Com Luz (com Samuel Gapp, Michael Schiefel, Helena Espvall e João Valinho), Defiant Illusion (com Gonçalo Almeida, Maria do Mar, José Lencastre). Faz parte do colectivo de música improvisada experimental Lantana (com Joana Guerra, Maria do Mar, Maria Radich, Helena Espvall, Anna Piosik).
https://soundcloud.com/quatroconnection
https://www.instagram.com/carlasantana.qc/

João Valinho, natural dos subúrbios de Sintra, iniciou o seu percurso na música após a conclusão dos seus estudos em Belas Artes, procurando concebê-la nas suas práticas experimentais, com atividade no panorama fulgurante da música criativa de Lisboa, bem como em abordagens interdisciplinares com a dança e o teatro. Projectos em curso: MOVE (Yedo Gibson e Felipe Zenícola), Fashion Eternal, Sonic Tender, Rodrigo Amado Refraction Quartet, Quarto com Luz, Anthropic Neglect, Subplanar. Actuações em festivais incluem: Jazz em Agosto 2021, 2022, 2024, Oct-Loft Jazz Fest 2023 (China), SESC Mirada 2022 (Brazil), Serralves em Festa 2023, Spontaneous Music Festival 2024 (Polónia), Guarda in Jazz 2021, Portalegre JazzFest 2023.

Clara Lai - piano, improvisação e composição:
O seu trabalho enquadra-se na música improvisada e experimental. Interessada na exploração das possibilidades tímbricas, sonoras e harmónicas do instrumento através da livre improvisação, da composição e da interação com outras disciplinas artísticas. Atualmente reside em Barcelona, onde participa em diversos grupos e projetos, em colaboração com outros artistas e em formato de piano solo.




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Double billing •  Maria do Mar e convidados
Feb
8
7:30 PM19:30

Double billing • Maria do Mar e convidados

BILHETEIRA

Maria do Mar, violino e electrónica
João Camões, violeta
Catarina Custódio Silva, trompa
Ana Gonçalves Albino, guitarra e electrónica

FOLHA DE SALA

Mar/Camões
Maria do Mar, violino & João Camões, violeta
Um violino e uma violeta. Improvisação acústica, com o mínimo de amplificação possível. Maria do Mar e João Camões, dois músicos de formação clássica que desenvolveram técnicas extensivas para os seus respectivos instrumentos, sempre com o propósito de lhes multiplicar as capacidades físicas, para a criação de uma música que se pretende de pesquisa, exploratória e experimental. Mar tem-se apresentado ao público com os projectos Lantana, Arpyies ou Maihuma, em colaborações com Ernesto Rodrigues, Carlos “Zíngaro”, Joelle Léandre, Olivier Perriquet, Joana Guerra “Chão Vermelho”, Adriana Sá, Mia Zabelka, Sofia Borges, Adriano Orrú, Juan “Cato” Calvi, Maria Radich e muitos mais, e a solo, em vertentes que podem incluir performance, instalação e vídeo, como no caso de gRãO. 

Camões é um dos fundadores de grupos como Open Field, earnear e Nuova Camerata, emparceirado no palco e em disco com nomes como Jean-Marc Foussat, Bertrand Denzler, Carlos “Zíngaro”, Ernesto Rodrigues, João Paulo Esteves da Silva, Burton Greene, Elliott Sharp, João Lucas, Evan Parker e Frédéric Blondy. A sua parceria em estreia tem como fundamento a música escrita do século XX, partindo daí para o desconhecido.

 

Arpyies
Maria do Mar, violino e electrónica; Catarina Custódio Silva, trompa; Ana Gonçalves Albino, guitarra e electrónica
As três Arpyies de longas asas de abutre: estas mulheres aladas vêm agitar os sons e as gentes, e contradizer o status quo. Vindas de um lugar de inquietude, semeiam a mudança na sucessão inalterada da vida real. Virando tudo do avesso, como na mitologia, mas aqui e agora. O excesso nos máximos e mínimos audíveis, descendo para os densos graves da trompa ou subindo para a cristalinidade suja de uma guitarra. Estabelecendo o equilíbrio nos ares, chega repentinamente um violino em voo picado. Em outras alturas, as três deixam-se levar pelos invisíveis ventos, confundindo-se com eles.

“Feita de subtilezas, mas muito presente, a música revelada pelo trio Arpyies consiste num mergulho no Som e nas formas possíveis de o organizar” 
Rui Eduardo Paes

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Aniversário da Arte 2025  / Art’s Birthday 2025 • Sonic Figures Project
Jan
17
9:00 PM21:00

Aniversário da Arte 2025 / Art’s Birthday 2025 • Sonic Figures Project

BILHETEIRA

Aniversário da Arte 2025” / Art’s Birthday 2025 • Sonic Figures Project

transmissão em directo para a UER (União Europeia de Rádios)

Hugo Vasco Reis (composição e electrónica)
Trevor McTait (viola d'arco)

FOLHA DE SALA

Sinopse

[PT] "Sonic Figures Project" é um projeto de Hugo Vasco Reis, cuja premissa consiste na escuta e mediação de ambientes sónicos silenciosos, envolvendo experimentação, reflexão, colaboração e criação. Com base em gravações de campo de diferentes contextos políticos, económicos, sociais, estéticos e éticos, é apresentada uma concepção de sons presentes no meio envolvente, nem sempre escutados, devido às limitações da nossa audição. Reflete-se sobre a percepção e memória, incitando a uma nova consciência sónica da realidade “ausente” em que todos vivemos. Seguindo uma abordagem que inclui associações metafóricas, projeta-se um horizonte sónico de intenção, especulação e subjetividade, onde uma gota de água pode ser mais audível do que uma cascata.

[EN] "Sonic Figures Project" is a project by Hugo Vasco Reis, whose premise consists of listening to and mediating silent sonic environments, involving experimentation, reflection, collaboration and creation. Based on field recordings of different political, economic, social, aesthetic and ethical contexts, a conception of sounds present in the surrounding environment is presented, not always listened to, due to the limitations of our hearing. The project reflects on perception and memory, inciting a new sonic awareness of the “absent” reality in which we all live. Following an approach that includes metaphorical associations, a sonic horizon of intention, speculation and subjectivity is projected, where a drop of water can be more audible than a waterfall.

O Art’s Birthday 2025 – Euroradio Ars Acustica Special Evening – com transmissão em directo a partir de vários países, é uma celebração em homenagem ao artista francês Robert Filliou que declarou, a 17 de Janeiro de 1963, que a Arte teria nascido exactamente há 1.000.000 anos, quando alguém deixou cair uma esponja seca num balde de água! Cumprindo a tradição dos anos anteriores, no dia 17 de Janeiro a Miso Music Portugal e a Antena 2 juntam-se à Euroradio (UER) para mais um Aniversário da Arte – Art's Birthday 2025 com a transmissão do concerto "Sonic Figures Project", um projecto de Hugo Vasco Reis.

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