Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas • ópera de Vitor Rua
Apr
7
7:30 PM19:30

Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas • ópera de Vitor Rua

BILHETEIRA

Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas

Autoria: Vitor Rua
Co-autoria, performance: João Pedro Lourenço
Declamação de Prosa: João Reis

Parte 1: "Harmonia das Marés"
Parte 2: "Ritmos da Terra"
Parte 3: "Ecos do Ar"
Parte 4: "Batidas do Fogo"
Parte 5: "Sinfonia Urbana"
Parte 6: "Pulsar das Estrelas"

FOLHA DE SALA

"Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas" é um espetáculo multimédia que transcende fronteiras artísticas, oferecendo uma experiência sensorial e intelectual única. Integrando performance percussiva, projecções de vídeo, luminotecnia, cenografia imersiva, poesia e processamento de som em tempo real, esta obra transforma a arte num veículo poderoso para reflectir sobre a interconexão entre o ser humano, a natureza e o cosmos.
Concebido por Vitor Rua e magistralmente interpretado por João Pedro Lourenço e João Reis, o espectáculo inspira-se na Teoria das Cordas da física quântica, que postula que todas as partículas do universo vibram como as cordas de um instrumento musical. Este conceito científico é aqui transposto para o universo artístico, criando uma metáfora que combina as vibrações sonoras com as ressonâncias do mundo natural e cósmico. A obra também se enraíza na antiga ideia da Música das Esferas, uma visão que imaginava o movimento dos astros como uma sinfonia celestial, invisível mas omnipresente.
Através de seis partes distintas, cada uma dedicada a um elemento ou aspecto da natureza – da água ao fogo, do vento às florestas, do urbano ao universal – o espetáculo transforma preocupações ambientais em arte. Cada secção é cuidadosamente trabalhada, utilizando instrumentos de percussão e técnicas avançadas de processamento sonoro, para criar paisagens sonoras que reflectem tanto a beleza quanto a fragilidade do planeta.
Mais do que uma mera apresentação artística, "Ressonâncias Climáticas" é uma experiência imersiva que convida o público a sentir, ouvir e pensar sobre a nossa responsabilidade para com o mundo que habitamos. Num momento em que a humanidade enfrenta crises ambientais sem precedentes, este espectáculo surge como um apelo à acção e uma celebração da harmonia universal que conecta todos os seres e elementos do cosmos.
Este espectáculo narra as mudanças climáticas, mas celebra a teia invisível que conecta cada ser vivo, cada elemento, cada som. A Teoria das Cordas encontra a sua metáfora mais vibrante, e a Música das Esferas torna-se tangível. Entre o vibrafone e a bateria, do oceano profundo ao cosmos infinito, somos confrontados com a urgência de preservar, compreender e amar o nosso lugar na sinfonia eterna.

João Reis, actor desde 1989, fez o curso de formação de actores do IFICT – Instituto de Formação Investigação e Criação Teatral – e workshops com Daniel Stein, Daniel Zerky, Polina Klimovitskaya e Lenard Petit, entre outros. Participou em espectáculos encenados por Ricardo Pais, Nuno Carinhas, João Lourenço, José Wallenstein, Luis Miguel Cintra, Giorgio Barberio Corsetti, Jorge Lavelli, Carlos Pimenta, Rui Mendes, Miguel Guilherme, Marcos Barbosa, António Pires, José Neves, Carlos Avilez, Duarte B. Ruas, Adriano Luz, Pedro Mexia, Mário Feliciano, Michel Van der Aa e Diogo Infante.

Encenou, no TNSJ, Buenas Noches, Mi Amor (1999), a partir de “As Três Cartas da Memória das Indias” de Al Berto, Neva, de Guillermo Calderón (O Lince Viaja/ TNSJ, 2015); no Teatro Maria Matos, encenou Transacções, de David Williamson (2009) e, no Teatro São Luiz, co-encenou e interpretou com Ana Nave “Portugal, Meu Remorso”, a partir da obra de Alexandre O’Neill. Comoactor, colaborou ainda com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto, Divino Sospiro e Remix Ensemble Casa da Música. Foi actor em filmes de João Canijo, Fernando Lopes, Rita Azevedo Gomes, Ruy Guerra, Manoel de Oliveira, Vicente Alves do Ó, Luís Filipe Rocha, Edgar Pêra e Pedro Sena Nunes. Em televisão, participou em inúmeras séries e novelas. No TNSJ, além de corresponsável pelo projecto de teatro radiofónico “Os Sons, Menina!…”, integrou múltiplas produções, das quais se destacam O Grande Teatro do Mundo, de Calderón de la Barca (1996), e A Ilusão Cómica, de Corneille (1999), Macbeth, de Shakespeare (2017) – encenações de Nuno Carinhas; As Lições, a partir de Ionesco (1998), Noite de Reis (1998), Hamlet (2000) e Um Hamlet a mais (2002), de Shakespeare, UBUs, de Alfred Jarry (2005), Turismo Infinito, com textos de Fernando Pessoa (2007-2014) e o Mercador de Veneza (2012) – encenações de Ricardo Pais.

João Pedro Lourenço (Porto, 1998) é um percussionista português dedicado à criação contemporânea.
Motivado pela procura de diversos cruzamentos disciplinares, trabalha com diversos compositores e meios de expressão artística, resultando dessas colaborações estreias absolutas de diversas obras e a partilha do palco com personalidades das mais variadas áreas do saber.
Apresenta-se a solo e noutras formações em diversos festivais do panorama ibérico, como Aveiro_Síntese; Biennal of Contemporary Arts; Festival Síntese – Guarda; Festival Itinerante de Percussão; Mihl Sons XXI (Lugo); Trobada de Percusión (Mallorca); Festival Música Viva; Festival SOXXI (Valência); Festival de Música de Espinho.
Enquanto estudante, João Pedro Lourenço foi premiado em concursos nacionais e internacionais, destacando-se os dois 1os prémios no Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea (2017 e 2021), o 1º prémio no Concurso Internacional de Marimba (Palma de Mallorca, 2020) e o 1º prémio no Concurso Internacional de Percussão (Gondomar, 2024), entre outras distinções.
É licenciado em Música pela Universidade do Minho, tendo estendido os seus estudos à Escuela Superior de Musica de Extremadura.
Actualmente, integra o CLAMAT – Centro para a Pesquisa, Difusão e Desenvolvimento da Percussão, onde, para além de exercer as funções de músico percussionista do colectivo, assume também compromisso na área educativa do espaço. Neste âmbito, participou, em 2022, na gravação do disco “City Walk”, um álbum monográfico de Nuno Aroso com música para percussão de João Pedro Oliveira.
É estudante do curso de Mestrado em Ensino de Música da Universidade do Minho e, paralelamente, do curso de Mestrado em Música da Universidade de Aveiro.

Vítor Rua: O Arquitecto do Som e da Experimentação

Da vanguarda ao cosmos sonoro

I. Introdução: Um Criador Fora do Tempo

Vítor Rua é uma das figuras mais prolíficas e visionárias da música portuguesa e internacional. Compositor, guitarrista, improvisador, investigador, escritor, videasta, cineasta e artista plástico, a sua obra atravessa décadas de inovação e reinvenção, mergulhando nas fronteiras entre o rock, o jazz, a música erudita, a electrónica e a improvisação livre. Rua não é apenas um nome na história da música portuguesa, mas sim um dos seus mais ousados arquitectos, desenhando novos territórios sonoros que desafiam a categorização e antecipam o futuro.

II. Da Rebeldia Rock à Música Electrónica: Os Primórdios

Nascido no Porto em 1961, Vítor Rua iniciou o seu percurso musical nos anos 70, fundando os GNR (Grupo Novo Rock), onde estabeleceu uma nova abordagem ao rock português. No entanto, a sua inquietação artística levou-o a abandonar a banda para se dedicar a explorações sonoras mais ousadas. Foi assim que, em 1982, fundou os Telectucom Jorge Lima Barreto, um dos primeiros e mais influentes projetos de música electrónica e improvisação em Portugal. Com os Telectu, Rua mergulhou em territórios da música minimal-repetitiva, jazz mimético e electrónica, criando álbuns que ainda hoje são considerados marcos da experimentação musical em Portugal.

III. Um Catálogo Monumental: Mais de 300 Discos Editados

A vastidão da obra discográfica de Vítor Rua é impressionante. Contabiliza mais de 300 discos editados, navegando entre múltiplas linguagens musicais. Desde a experimentação radical até à música popular desconstruída, Rua explorou cada recanto possível do som. Nos seus discos, podemos encontrar peças de improvisação total, música electroacústica, jazz abstracto, composições microtonais, minimalismo, rock desconstruído e até fado reinventado. A sua capacidade de transcender géneros é uma das suas assinaturas mais marcantes.

IV. Música Erudita: Um Compositor Para a Eternidade

Embora muitas vezes associado à improvisação e experimentação, Vítor Rua é também um dos mais importantes compositores contemporâneos portugueses, com um catálogo de mais de uma centena de obras no domínio da música erudita. As suas composições foram interpretadas por alguns dos mais prestigiados músicos, ensembles e orquestras do mundo, incluindo: Giancarlo Schiaffini (trombone), Daniel Kientzy (saxofone), John Tilbury (piano), Peter Bowman & Katheryn Benetts (flautas), Edwin Prévost (percussão), Remix Ensemble, OrchestrUtópica

A sua música, muitas vezes baseada em estruturas matemáticas e processos aleatórios, desafia a tradicional separação entre composição e improvisação. Entre as suas obras mais importantes encontram-se 11 óperas, variegadas peças orquestrais, música de câmara e trabalhos para instrumentos solistas, todos marcados por uma busca incessante pela inovação tímbrica e estrutural.

V. A Música Sem Fronteiras: Das Américas à China

A internacionalização da sua carreira levou-o a actuar e apresentar o seu trabalho em alguns dos mais importantes palcos do mundo. EUA, China, Cuba, URSS e praticamente toda a Europa já testemunharam a genialidade de Rua, seja como compositor ou performer. A sua música, independente de qualquer rótulo, ressoa para além das barreiras geográficas e estilísticas.

VI. Investigador, Etnomusicólogo e Escritor

Para além de músico e compositor, Vítor Rua tem um papel activo como investigador e etnomusicólogo, reflectindo sobre os processos criativos e a evolução da música. Publicou ensaios sobre a música minimal-repetitiva, jazz mimético, acústica e filosofia do som, além de obras sobre a história da música em Portugal. A sua escrita encontra-se publicada em editoras como a Codax e disponível em plataformas como a Wook e Amazon. Como crítico musical, colabora com publicações como a Rimas e Batidas, Jazz.pt e Revista Minerva, onde continua a analisar e contextualizar a música contemporânea.

 

VII. O Artista Plástico e Cineasta

A música não é o único território criativo de Rua. A sua obra também se estende às artes plásticas e ao cinema. A Perve Galeria tem sido uma das principais responsáveis por divulgar os seus trabalhos visuais, onde a abstração e o experimentalismo são tão evidentes como na sua música. No cinema, realizou diversas obras que desafiam as convenções narrativas e exploram a relação entre imagem e som de forma inovadora.

VIII. Música de Intervenção e o Compromisso Social

A sua carreira também é marcada por um forte activismo artístico. Como músico de intervenção, Vítor Rua usou a sua arte como ferramenta de reflexão e crítica social, tendo sido destaque na revista BLITZ pela sua postura engajada. O seu trabalho não se limita a ser vanguardista do ponto de vista estético; é também um comentário mordaz sobre a sociedade contemporânea, a cultura e a política.

IX. Prémios e Honrarias: O Reconhecimento de um Visionário da Música

Ao longo da sua prolífica carreira, Vítor Rua tem sido distinguido com diversos prémios e homenagens, tanto em Portugal como além-fronteiras, reconhecendo a ousadia e inovação do seu percurso artístico.

Desde cedo, a sua genialidade foi aclamada, conquistando logo com a sua primeira composição o prémio de "Melhor Composição Original" num concurso promovido pelo Instituto Português da Juventude (IPJ). O júri, composto por figuras incontornáveis da música contemporânea portuguesa—Jorge Peixinho, Cândido Lima e Filipe Pires—, premiou a singularidade da sua escrita musical.

Mais tarde, com o saxofonista Daniel Kientzy como intérprete, venceu o prémio regional de "Melhor Composição para Saxofone", com a obra Musique Céréale. Posteriormente, por sugestão do compositor Miguel Azguime, recebeu o prémio de "Melhor Composição Multimédia" para suporte digital, vídeo e saxofone, com a sua obra Saxopera, consolidando a sua presença no território da experimentação interdisciplinar.

A sua contribuição para a arte sonora tem sido reconhecida através de múltiplas homenagens. Em Portugal, recebeu a Medalha de Honra da cidade de Vila Nova de Gaia, a Medalha de Criação nas Artes da cidade de Santarém e, mais recentemente, em 2024, foi agraciado com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto.

O impacto do seu trabalho ecoa também além-fronteiras, com distinções e homenagens em grandes centros culturais como Nova Iorque, Madrid e Paris, onde o seu nome ressoa entre os mestres da música experimental e contemporânea.

Estas honrarias sublinham o valor inquestionável de Vítor Rua como um dos mais audazes e inovadores compositores e criadores da música portuguesa e internacional.

 

X. Conclusão: O Legado em Construção

Vítor Rua é um nome incontornável na história da música portuguesa e mundial. Com uma obra que se estende por múltiplas dimensões – da música erudita ao jazz, do rock à electrónica, da improvisação ao cinema e artes plásticas–, Rua não apenas redefiniu os limites do som, como continua a expandi-los. O seu legado é um testemunho vivo da inquietação criativa, da experimentação radical e da recusa em aceitar qualquer limitação artística.

Rua não é apenas um músico. É um criador de universos, um explorador infatigável da matéria sonora e um dos maiores visionários da música contemporânea. O seu nome não será apenas recordado; será constantemente redescoberto, em cada nota, em cada acorde, em cada silêncio carregado de possibilidades infinitas.

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CAIXA ELÉCTRICA • JOÃO DIAS RECITAL DE PERCUSSÃO
Apr
10
7:30 PM19:30

CAIXA ELÉCTRICA • JOÃO DIAS RECITAL DE PERCUSSÃO

BILHETEIRA

CAIXA ELÉCTRICA • JOÃO DIAS RECITAL DE PERCUSSÃO

“Caixa Eléctrica” é um projeto a solo do percussionista João Dias, dedicado primordialmente à difusão da música portuguesa e da música para percussão solo.

Neste contexto, a divulgação da criação para esta extensa família de instrumentos constitui também uma oportunidade para apresentar as diversas práticas, instrumentos e sonoridades que tornam a percussão uma área ímpar. Esta performance é uma reverberação de várias fases e formatos de colaboração artística do trabalho do intérprete.

PROGRAMA

- “Proyector I” (2009) – José Alberto Gomes (Vibrafone e Eletrónica)

-“+Con +Ritf +I” (2016) - Gustavo Costa & Henrique Fernandes (Laptop Acústico)

- “Fragile Ecosystems” (2019) - Carlos Guedes (Bombo e Eletrónica)

- "Wet Neoprene Dream – Igor C. Silva ,( a song for one percussion player and live-electronics)

- “Macondo” (1992) – John Paul Jones (Steel Drum e Eletrónica)

- “ICON I” (1992) - Miguel Azguime (para Dorna e escada madeira)

JOÃO DIAS

Percussionista, licenciado e mestre pela ESMAE, na classe de Miquel Bernat, Manuel Campos e Nuno Aroso. Iniciou em 2016 o Doutoramento em Artes Musicais – Prática Instrumental, na FCSH da UNL e ESML, com bolsa de doutoramento da FCT.

É membro do Drumming GP desde 2004, com o qual já estreou dezenas de obras de compositores de várias nacionalidades, gravou oito CDs monográficos dedicados à obra para percussão dos compositores registados, e participou em mais três não assinados pelo grupo. Integrou a European Union Youth Orquestra (2006-2009) onde trabalhou com o maestro e pianista Vladimir Ashkenazy, Rainer Seeguers (Berliner Philharmoniker) e Simon Carrington (London Philharmonic Orchestra).

Em 2016 cria Caixa Elétrica, projeto a solo dedicado à disseminação da música portuguesa para percussão, apresentado em 2018 no Darmstadt Summer Course. Em 2018 consegue apoio do Criatório com o projeto a solo: DiRE-SoNo: Discursos de (R)Evolução do Som no Espaço.

Supernova Ensemble é o seu mais recente projeto, do qual é diretor artístico, juntamente com o compositor José Alberto Gomes, onde desempenha também o papel de intérprete. Supernova é um projeto que incuba no programa de artista em residência da Circular - Associação Cultural, e foi criado para ir ao encontro de uma comunidade internacional dedicada à música inovadora em contextos performativos, de Sound Art e New Media, com grande foco no trabalho de colaboração, e é composto por artistas de formações e orientações diversas. Tem vindo a desenvolver vários outros projetos e colaborações, de salientar o mais recente trabalho que desenvolveu enquanto artista residente do projeto COPRAXIS Ectopia no i3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde), onde desenvolveu juntamente com o artista José Alberto Gomes um trabalho de exploração e criação entre arte e ciência, mais especificamente com o grupo Epithelial Polarity & Cell Division do investigador e group leader Eurico Morais de Sá, de onde resultou a obra/ instalação And it keeps going or the never-ending song of life.

É investigador do GIMC-CESEM, onde dedica particular interesse na mediação/ colaboração entre compositor e intérprete na criação de nova música. É membro do Sond'Ar-te Electric Ensemble e colabora com Sonoscopia, Remix Ensemble, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Coro Casa da Música, Orquestra Gulbenkian entre outros. É docente na Universidade de Aveiro e na Universidade do Minho.

LIGAÇÕES EXTERNAS
Drumming – Grupo de Percussão
DiRE-SoNo: Discursos de (R)Evolução do Som no Espaço
Grupo de Investigação em Música Contemporânea (CESEM)

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A desConstituição portuguesa de Carlos Oliveira Santos
Apr
15
7:30 PM19:30

A desConstituição portuguesa de Carlos Oliveira Santos

BILHETEIRA

desConstituição portuguesa de Carlos Oliveira Santos Com a participação de João Pedro Azul, editor, e de António Garcia Pereira

desConstituição portuguesa de Carlos Oliveira Santos é uma intervenção poética experimental, editada em livro (pela Flan de Tal, de Vila do Conde). Um processo de blackout poetry, que Carlos Oliveira Santos desenvolve desde 1982 e que já tinha mostrado, nomeadamente, no suplemento DNa, do Diário de Notícias (2000-2001) e no livro Palavras Somos Nós (2006).

As páginas da Constituição da República Portuguesa de 1976, a primeira desde 25 de Abril de 1974, 50 anos decorridos, são «riscadas».

Riscam-se palavras e selecionam-se apenas as que irão constituir uma nova formulação, um poema-anti-poema, ora distópico, ora utópico.

Carlos Oliveira Santos abordará aspetos deste seu livro e os participantes serão convidados a «riscar» páginas da Constituição e a construir os seus próprios poemas-riscos

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Concerto vibrafone solo e electrónica - Jonathan Silva
Apr
17
7:30 PM19:30

Concerto vibrafone solo e electrónica - Jonathan Silva

BILHETEIRA

Jonathan Silva, vibrafone solo e electrónica

Programa:

Sequitur XI - Karlheinz Essl

(des)Motivos - Hugo Correia

Entre Chien et Loup -Miguel Azguime (estreia absoluta)

Revealing - Diogo Carvalho (estreia absoluta) 

Vridges é um projeto de desenvolvimento de novo repertório para vibrafone solo com eletrónica do qual resultaram 3 novas obras.
Do trabalho em residências artísticas com os compositores Diogo Carvalho, Hugo Correia e Miguel Azguime surgiram obras que exploram a relação entre a eletrónica e o instrumento de forma distinta desde logo pela utilização de processamento em tempo real - nas obras de Correia e Azguime - e de eletrónica fixa, resultante de gravações em proximidade micro-sons associados ao instrumento e à sua relação com o instrumentista - na obra de Carvalho.
O concerto terá início na obra "Sequitur XI" de Karlheinz Stockhausen que, explorando também o processamento em tempo real, faz parte de uma série de obras para diferentes instrumentos, à semelhança da última obra do programa.
As obras serão conectadas por improvisações que visam a reinvenção de material das peças interpretadas com recurso a eletrónica em tempo real.

Apoio: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.

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ZECA AFONSO- ESTUDOS MUSICAIS PARA VIOLONCELO
Apr
21
7:30 PM19:30

ZECA AFONSO- ESTUDOS MUSICAIS PARA VIOLONCELO

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ESCUTAR ZECA

Violoncelos de Zeca Afonso
Eva Aguilar
Lluïsa Paredes
Jasmim Mandillo
Pedro do Carmo

ZECA AFONSO – ESTUDOS MUSICAIS PARA DOIS VIOLONCELOS


No dia 21 de abril, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, terá lugar o lançamento da nova edição-livro, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, que resulta de um trabalho desenvolvido por Eva Aguilar, Lluïsa Paredes e Pedro do Carmo, inspirado por uma ideia do violoncelista Paulo Gaio Lima.

A edição desta nova publicação conta com os apoios da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desposto/Direção-Geral das Artes, da Comissão Comemora­tiva 50 Anos 25 de Abril, da Associação José Afonso, da Biblioteca Nacional de Portugal, da RTP Antena 2 e do Centro de Investigação e Informação da Mú­sica Portuguesa – MIC.PT.

A publicação cruza a tradição do violoncelo com a obra de José Afonso, encarando-a como um laboratório de experimentação sob­re o ato de interpretar, onde a reflexão surge no próprio encontro com a sua obra. Trata-se de um instrumento pedagógico e performativo: cada canção é acompanhada por notas, textos e recursos digitais que ampliam a escuta. A edição-livro digital, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, estará disponível através do Catá­logo de Partituras editadas pelo MIC.PT. O concerto de lançamento contará com a participação do etnomusicólogo Hugo Castro, do violoncelista Pedro Serra e Silva, do jornalista Pedro Boléo e dos Violon­celos de Zeca Afonso: Eva Aguilar, Lluïsa Paredes, Jasmim Mandillo e Pedro do Carmo.


Apoios:
República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desposto / Direção-Geral das Artes
Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril
Associação José Afonso
Biblioteca Nacional de Portugal
Antena 2

Cocktail ,oferecido pela marca de vinhos "Legado do Zeca"

 

Pedro do Carmo (2001) é um violoncelista português com percurso centrado na criação e performance de música contemporânea. Estudou na Escola Superior de Música de Lisboa (Paulo Gaio Lima e Levon Mouradian), no HKUUtrechts Conservatorium (Jeroen den Herder) e na Codarts University for the Arts, em Roterdão.
É membro fundador do Concrète[Lab] Ensemble, com o qual se apresentou no ISCM World New Music Days 2025. Participou no Impuls Festival e no Research-Led Workshop da Fundação Giorgio Cini (Veneza), com mentoria de Gianmario Borio e Lucas Fels.
Apresentou-se a solo no Zutphen Cello Festival 2023 e nos Internationale Ferienkurse für Neue Musik Darmstadt 2025, onde apresentou também o seu trabalho de investigação e trabalhou com Anssi Karttunen.
Com a saxofonista Martina Madini, criou o FES Ensemble, duo dedicado à exploração de novas obras e formatos performativos. Desenvolve ainda, com Eva Aguilar, Lluïsa Paredes e Jasmim Mandillo, o projeto Zeca Afonso – Estudos Musicais para dois violoncelos, dedicado à divulgação pedagógica e performativa da obra de José Afonso, financiado pela DGArtes e pela Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.
©Fes Ensemble

Nascida em 1999, em Girona (Catalunha), Lluïsa Paredes iniciou os estudos musicais aos 6 anos, especializando-seem violoncelo, com formação no Conservatori de Música Isaac Albéniz de Girona e, posteriormente, na Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa, onde concluiu a licenciatura em 2020. Entre 2022 e 2025, realizou o mestrado em violoncelo na Codarts, em Roterdão, cidade onde reside atualmente.
Paralelamente, desenvolve atividade artística em projetos de cinema, teatro e composição, destacando-se a criação de bandas sonoras para documentários.
©Tessa Veldhorst

Eva Aguilar (n. 2002) é uma artista portuguesa, licenciada em composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, a par de estudos em violoncelo e canto. Vive actualmente nos Países Baixos, onde frequenta o mestrado no Institutode Sonologia, sediado no Conservatório Real de Haia, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Paralelamente, realiza formação na Royal Academy of Art (KABK) no departamento de ArtScience (intermédia) e trabalha como intérprete (violoncelo/voz/objetos sonoros/electroacústica) sobretudo em contextos de improvisação ou estreia de obras contemporâneas. Tem desenvolvido projectos multidisciplinares, com especial interesse em performance site-specific e na incorporação de coreografia, cena, vídeo e luz nas suas criações.
©Estelle Valente

Jasmim Mandillo (2002) é uma jovem violoncelista e artista multidisciplinar portuguesa. Atualmente a fazer omestrado em música clássica no Conservatório de Amesterdão, Jasmim tem uma profunda paixão por jazz, música brasileira, africana e portuguesa, que tem vindo a explorar no seu projecto a solo para violoncelo, voz e asalato.

Ela tocou inúmeros recitais a solo em colaboração com a Red Light Arts and Culture, nomeadamente no Straat vol Kunst op de Wallen 2025 e no Wallen Festival 2025.

Tocou a solo coma Utrecht Muziek Academie Chamber Orchestra em 2026 e também com duas orquestras juvenis na Escola Superior de Música de Lisboa e em Amstelveen, no âmbito do fes:val Cello Biennale Amsterdam 2024.

Para além de fazer parte do colectivo Violoncelos de Zeca Afonso, Jasmim é a violoncelista do Beltane string quartet e tem um duo com a guitarrista Marta Fonseca.
©Natalia Versteegova

Pedro Serra e Silva Nasceu em 1991, em Lisboa. Iniciou a aprendizagem de violoncelo com Luís Clode, tendo prosseguido os seus estudos no Conservatório Nacional de Lisboa com Maria José Falcão e, mais tarde, com Paulo Gaio Lima, na Academia Nacional Superior de Orquestra. Prosseguiu o seu aperfeiçoamento artístico com Xavier Gagnepain, em Paris. Frequentou ainda cursos de aperfeiçoamento com Heinrich Schiff, Wolfgang Boettcher e Alban Gerhardt, entre outros.
O gosto pela Música de Câmara leva-o a fundar diversos agrupamentos camerísticos, entre os quais o Ensemble Syndesi, de génese tão flexível quanto sensível, que pretende levar a Música, a Arte e a Cultura a todos os locais que dela precisem.
Colabora regularmente com as mais destacadas orquestras nacionais, nomeadamente a Orquestra Filarmónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e a Orquestra do Norte. Ocupou o lugar de solista B na Orquestra Clássica do Sul.
É professor de violoncelo na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo e no Conservatório Regional Silva Marques. É Director Artístico do Grupo de Cantares da Vela, Guarda, e curador artístico do Entre Gentes – Ciclo de Música Erudita da Guarda.
Março 2026

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TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO
Jun
6
6:00 PM18:00

TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO

BILHETEIRA

PROJECTO

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
Parceria Miso Music Portugal & Associação Portuguesa dos Amigos da Música.

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TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO
Jun
7
6:00 PM18:00

TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO

BILHETEIRA

PROJECTO

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
Parceria Miso Music Portugal & Associação Portuguesa dos Amigos da Música.

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TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO
Jun
13
6:00 PM18:00

TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO

BILHETEIRA

PROJECTO

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
Parceria Miso Music Portugal & Associação Portuguesa dos Amigos da Música.

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TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO
Jun
14
6:00 PM18:00

TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA JOVEM 2026 - 3ª EDIÇÃO

BILHETEIRA

PROJECTO

Incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos /ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem visa ser um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país.
Parceria Miso Music Portugal & Associação Portuguesa dos Amigos da Música.

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CONCERTO ADIADO nova data a anunciar  - Sond’Ar-te 3 Mulheres
Jul
17
7:30 PM19:30

CONCERTO ADIADO nova data a anunciar - Sond’Ar-te 3 Mulheres

ADIADO nova data a anunciar

Sond’Ar-te Electric Ensemble
Camila Mandillo / soprano
Sílvia Cancela / flauta
Elsa Silva / piano

PROGRAMA:
Marta Domingues –”mesmo que as árvores falassem, não conseguiria ouvir” *EA
Ângela da Ponte – “Da keine worte nur töne” (1º prémio concurso LIED Alvaro garcia Zúñiga)
Miguel Azguime – “Genealogias da Matéria”
Miguel Azguime – “Genealogias do Horizonte”
Miguel Azguime– "Genealogias  do Crepúsculo” *EA

*EA – estreia absoluta

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Concerto de lançamento do álbum Conversations for Two.
Jul
18
7:30 PM19:30

Concerto de lançamento do álbum Conversations for Two.

Concerto de lançamento do álbum Conversations for Two.

Em homenagem a Morton Feldman (1926-1987).

Programa:

John Cage | One (1987) para piano solo (ca. 10m)

Morton Feldman | For John Cage (1982) para piano e violino (ca. 70m) 

Intérpretes:

Mrika Sefa (piano)

Rui. C. Antunes (violino)

 No âmbito do centenário do compositor Morton Feldman (1926-1987), o presente programa surge enquanto homenagem a um dos músicos mais influentes do século XX. Em “Conversations for Two”, de onde se destaca a estreita colaboração de Feldman com John Cage (1912-1992), também os músicos Mrika Sefa e Rui C. Antunes propõem um diálogo alegórico às conversas e pensamentos que ambos promoveram através da música e dos restantes domínios da expressão artística, entre os quais a pintura e a literatura do seu tempo. O mais recente álbum lançado pela editora neper music pretende assinalar a vida e obra de Morton Feldman, mediante uma antologia inédita e comemorativa, sublinhando as influências musicais que os dois autores partilharam com a Escola de Nova Iorque novecentista.

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Residência & Concerto Hemiptera + Concrète [Lab] Ensemble
Jul
20
to Jul 25

Residência & Concerto Hemiptera + Concrète [Lab] Ensemble

Residência de criação de 20 a 25 de Julho

Dia 25 Concerto Hemiptera + Concrète [Lab] Ensemble

BILHETEIRA

Programa:

João Quinteiro: Khatib’s Heart (15”)
Miguel Azguime: Lumora (Gravidade da Luz) (15”) estreia absoluta
Nuno Costa: nova obra a estrear (15”)

Solistas: Francisco Cipriano, Tomás Moital, Paulo Amendoeira
Ensemble:
Dir: João Quinteiro
Saxofone: Tomás Martin
Trompa: João Junceiro
Guitarra: Luís Castelo
Guitarra: Nuno Pinto
Acordeão: Francisco Martins
Viola: Ana Campos
Contrabaixo: Raquel Leite

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MIND THE GAP
Nov
10
to Nov 14

MIND THE GAP

MIND THE GAP

BILHETEIRA

Programa detalhado do simpósio brevemente.

Concerto no dia 14 às 19h30

OITO COMPOSITORAS PARA UM CADÁVER ESQUISITO

The European project Mind the Gap invites eight female composers from France, Portugal, Latvia, and Hungary to jointly create a musical Cadaver Exquis. The initiative celebrates diversity and promotes gender equality in contemporary music creation.

O projecto europeu Mind the Gap reúne oito compositoras de França, Portugal, Letónia e Hungria, convidadas a criar conjuntamente um Cadáver Esquisito musical. Uma iniciativa que celebra a diversidade e promove a igualdade de género na criação musical contemporânea.

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Concerto Acusmático António Ferreira - "As várias configurações da Orquestra de Altifalantes"
Mar
14
7:30 PM19:30

Concerto Acusmático António Ferreira - "As várias configurações da Orquestra de Altifalantes"

BILHETEIRA

Concerto Acusmático António Ferreira - "As várias configurações da Orquestra de Altifalantes"

Soundscape with oneiric figures — 8 altifalantes em círculo
Aeroreality EA — configuração 7.0.4 (12 altifalantes)
Solaristica — 16 altifalantes em domo tridimensional
La Gloire du Superflu EA— cerca de 28 altifalantes para uma experiência sonora envolvente e multifacetada

EA estreia absoluta

Difusão de quatro obras de música electroacústica, 2 delas em estreia absoluta da autoria de Antonio Ferreira.

Estas obras foram criadas com a principal intenção de explorar as várias capacidades de espacialização imersiva permitidas pela Orquestra de Altifalantes. Assim, a peça Soundscape with oneiric figures (2025) utilizará uma configuração de oito altifalantes em círculo enquanto a peça Aeroreality (2025) utilizará a configuração, já clássica, de 12 altifalantes dispostos no modo 7.0.4 ou seja sete altifalantes ao redor do público com quatro altifalantes no nível superior. A peça Solaristica (2025) irá expandir o espaço sonoro para cerca de 16 altifalantes dispostos em domo (com três níveis distintos de cota) e finalmente a peça La Gloire du Superflu (2025) irá utilizar cerca de 28 altifalantes da Orquestra, dispostos em várias geometrias, para uma experiência sónica que se deseja ser simultaneamente englobante e distinta. Todas as peças recorrem, de algum modo, à tecnologia Ambisonics no que respeita à conceção e realização do espaço sonoro assim composto.

António Ferreira nasceu em Angola de pais portugueses. Em Portugal estudou Engenharia no Instituto Superior Técnico (IST), tendo paralelamente tomado consciência do seu interesse pela composição musical utilizando meios informáticos. Formalizou este seu interesse ao ingressar no Conservatório Real de Haia, Países Baixos, no qual cumpriu o curso de Sonologia entre 1986–1987 e onde estudou Composição, Síntese Analógica e Digital, Psicoacústica e Música Interativa Digital. As suas composições eletroacústicas têm sido apresentadas em vários festivais nacionais e internacionais, tendo também recebido várias distinções e prémios.

António Ferreira is a Portuguese composer working in the field of electroacoustic music. He creates pieces that blend and explore the boundaries between recorded acoustic sound and generated electronic sound.
Interested in broadening his knowledge, he entered the Royal Conservatory in The Hague, Netherlands, where he studied Sonology between 1986-1987. His electroacoustic compositions have been presented at several national (Música Viva, Festival de Aveiro) and international festivals. He has been awarded several prizes in competitions. He has also worked as a consultant and expert in noise pollution and environmental impact studies at the CAPS of Complex I at IST. Currently, he continues to devote himself to composition and research, with an emphasis on sound spatialization using the Ambisonics technique.

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workshop "Ambisonics /Binaural" por António Ferreira
Mar
14
3:00 PM15:00

workshop "Ambisonics /Binaural" por António Ferreira

Workshop "Ambisonics /Binaural" por António Ferreira

dedicado à composição espacial com recurso a Ambisonics e monitorização binaural.

Inscrições: envie nome, telefone para oculto@misomusic.com

Este workshop propõe:

Uma visão pessoal e prática da composição pensada no espaço
Demonstrações com o software Reaper
Exploração de ferramentas atuais que tornam a espacialização imersiva mais acessível
Exemplos concretos a partir das obras que serão difundidas no concerto da noite

Se é compositor/a, estudante, artista sonoro/a  ou alguém interessado/a nas potencialidades da criação sonora imersiva,  este workshop proporciona uma experiência privilegiada de contacto direto com esta prática, revelando de forma aprofundada os seus métodos, ferramentas e processos criativos.

António Ferreira nasceu em Angola de pais portugueses. Em Portugal estudou Engenharia no Instituto Superior Técnico (IST), tendo paralelamente tomado consciência do seu interesse pela composição musical utilizando meios informáticos. Formalizou este seu interesse ao ingressar no Conservatório Real de Haia, Países Baixos, no qual cumpriu o curso de Sonologia entre 1986–1987 e onde estudou Composição, Síntese Analógica e Digital, Psicoacústica e Música Interativa Digital. As suas composições eletroacústicas têm sido apresentadas em vários festivais nacionais e internacionais, tendo também recebido várias distinções e prémios.

António Ferreira is a Portuguese composer working in the field of electroacoustic music. He creates pieces that blend and explore the boundaries between recorded acoustic sound and generated electronic sound. Interested in broadening his knowledge, he entered the Royal Conservatory in The Hague, Netherlands, where he studied Sonology between 1986-1987. His electroacoustic compositions have been presented at several national (Música Viva, Festival de Aveiro) and international festivals. He has been awarded several prizes in competitions. He has also worked as a consultant and expert in noise pollution and environmental impact studies at the CAPS of Complex I at IST. Currently, he continues to devote himself to composition and research, with an emphasis on sound spatialization using the Ambisonics technique.

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JOSÉ PEDRO RIBEIRO RECITAL DE PIANO • CILCO MÚSICA ATRAVÉS DO TEMPO
Mar
7
7:30 PM19:30

JOSÉ PEDRO RIBEIRO RECITAL DE PIANO • CILCO MÚSICA ATRAVÉS DO TEMPO

BILHETEIRA

JOSÉ PEDRO RIBEIRO piano

Programa
Johann Sebastian Bach  Concerto Italiano, BWV 971

Franz Joseph Haydn Andante e Variazioni em fá menor, Hob. XVII:6

Frédéric Chopin Prelúdio em dó sustenido menor, Op.45

Fernando  Lopes-Graça  Prelúdio, Canção e Dança

Cândido Lima PARÁFRASE-sobre Lettera Amorosa de Claudio Monteverdi

Hugo Ribeiro  Étude nº1

Hugo Ribeiro  Quero Ensinar-te o Mundo

José Pedro Ribeiro (n.1995) é um dos pianistas Portugueses mais ativos da sua geração.

Dos mais destacados compromissos das últimas temporadas, salientam-se os concertos com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (Concerto para Piano de A. Schoenberg - Pedro Neves), Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (2º Concerto de Bomtempo - J. M. Rodilla), Orquestra Sinfónica da ESML (2º Concerto de Lopes-Graça - José Eduardo Gomes), recital com o Clarinete solo da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Joaquim Ribeiro, em transmissão direta para a Antena 2 e recital a solo na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, por ocasião do 10 de Junho.

É também de salientar um concerto difundido pela Antena 2, a partir do Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, interpretando o Concerto para Piano e Instrumentos de Sopro de Igor Stravinsky, com o Maestro Alberto Roque na Direção do Ensemble de Sopros da AFCL; uma tournée pela República Checa onde tocou em Brno, Blansko e Praga, tendo sido calorosamente recebido; e uma performance do Triplo Concerto de Beethoven com o Trio Adamastor (Francisco Henriques no Violino e Pedro Massarrão no Violoncelo) e a Sinfonietta de Lisboa, sob a batuta de Vasco Azevedo, para uma audiência de mais de 50.000 pessoas. Para além do número excecional de espectadores, também a crítica recebeu calorosamente a interpretação, evidenciando a “Qualidade” e dizendo que “satisfizeram todas as espectativas”.

A sua gravação da 3a Sonata de Fernando Lopes-Graça (em recital ao vivo para a Antena 2) tem sido muitíssimo aclamada em Portugal, no Estrangeiro e por muitos artistas respeitados, tais como Friedrich Edelmann, antigo Fagotista principal da Orquestra Filarmónica de Munique “Belíssimo pianismo com um enorme âmbito dinâmico (..) nunca agressivo”.

Depois de ter sido Laureado no Prémio Jovens Músicos em Piano (2019) e em Música de Câmara (2017 - Trio Adamastor), José Ribeiro tem-se apresentado nas mais importantes salas e festivais do país. De referir, entre outros: Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música, Assembleia da República, Academia das Ciências de Lisboa, Museu do Oriente, Centro Cultural de Cascais, o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, Festival Música Viva e o Festival do Estoril.

Natural de Vizela, estudou na sua cidade natal com José Manuel Ramos Ferreira, Filipe Pinto e Rogério Rodrigues. Mais tarde, de 2012 a 2015, estudou em Guimarães com Ingrid Sotolářová. Posteriormente, e até 2019, José Pedro Ribeiro, foi aluno da Escola Superior de Música de Lisboa na classe do pianista Miguel Henriques, um discípulo de Gleb Axelrod, do Conservatório de Moscovo.

Presentemente, é aconselhado por Artur Pizarro, herdeiro de uma linhagem musical verdadeiramente excecional que ascende a Liszt e Bülow.

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Fifty-Fifty by Trevor McTait - viola d'arco
Feb
14
7:00 PM19:00

Fifty-Fifty by Trevor McTait - viola d'arco

BILHETEIRA

Fifty-Fifty

Trevor McTait - viola d'arco

 Terminus - Igor C. Silva

Un Souffle, Le Rêve - Eduardo Luís Patriarca

Dedans-Dehors - Miguel Azguime

Divertimento - Ângela da Ponte

Imago - Hugo Vasco Reis

Noctis Lumina - Daniel Moreira

Este projeto apresenta-se como uma celebração da criação contemporânea portuguesa, materializada na edição de um novo álbum inteiramente dedicado a obras para viola d’arco a solo e eletrónica, compostas por autores portugueses e gravadas, pela primeira vez, em estreia absoluta.

O concerto revela o programa do álbum atualmente em fase final de edição e com lançamento previsto para os próximos meses. Após a estreia, o disco ficará disponível nas principais plataformas digitais, incluindo Spotify, Apple Music e YouTube Music.

Intitulado Fifty-Fifty, o álbum nasce de uma reflexão artística e pessoal profundamente ligada à identidade do projeto. A ideia de dualidade atravessa todo o conceito: a fusão entre a viola e a eletrónica, a dupla nacionalidade de Trevor McTait (Portugal/Reino Unido) e o percurso de vida que marca este momento — 50 anos de idade, repartidos entre 25 anos de formação e atividade no Reino Unido e 25 anos de carreira em Portugal, como músico do Remix Ensemble Casa da Música.

Reunindo seis compositores portugueses de referência no panorama nacional e internacional, Fifty-Fifty dá voz a um conjunto de obras já existentes, mas nunca antes registadas em disco, afirmando-se como um contributo singular para o repertório contemporâneo da viola d’arco.

Trevor McTait

Nascido em Hertfordshire, Inglaterra, Trevor estudou violino no departamento júnior da Royal Academy of Music, em Londres (RAM), até que, aos 18 anos, se dedicou à viola d’arco. Depois de obter um mestrado (MA) pela Universidade de Cambridge, voltou a estudar na RAM graças à bolsa de estudo A. C. Daniell. Com o professor Martin Outram, do Quarteto de Cordas Maggini, concluiu o DipRAM com distinção e ganhou o Prémio Moir Carnegie pela excelência no recital final.

Em Londres, entre 1999 e 2008, trabalhou assiduamente como músico convidado da Orquestra Sinfónica da BBC, participando nos concertos Proms, e como violetista no Quarteto de Cordas Archinto. Tocou também com a Filarmónica de Londres, a Sinfónica de Londres, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, MusikFabrik (Colónia), Chroma (ensemble de música de câmara de Londres), National Symphony Orchestra (Londres) e New London Soloists (St. Martin-in-the-Fields). Trabalhou com maestros como Semyon Bychkov, Jukka-Pekka Saraste, Jiří Bělohlávek, Sir Colin Davis, Bernard Haitink e Leonard Slatkin, entre outros, em algumas das principais salas do mundo, como o Royal Albert Hall, Carnegie Hall (Nova Iorque), Symphony Hall (Washington), Philharmonie de Berlim e Esplanade Theatre (Singapura), entre outras.

Atualmente, é viola principal do Remix Ensemble e da Orquestra Barroca da Casa da Música, e professor de música de câmara na Escola Profissional de Música de Espinho, onde também lidera grupos de cordas a acompanhar músicos convidados como Mick Harvey, China Moses, Kevin Morby e Mark Eitzel. Trabalhou recentemente com, entre outros, a MusikFabrik (Colónia), a Basel Sinfonietta e várias orquestras e grupos de música de câmara em Portugal. Foi chefe de naipe da Orquestra Clássica do Centro e da Orquestra Costa Atlântica. As suas colaborações com músicos portugueses incluem César Mourão, S. Pedro, Miguel Araújo, Diogo Piçarra e Pedro Abrunhosa. Desde 2024, colabora com Hugo Vasco Reis no projeto Sonic Figures, música experimental para viola solo e eletrónica, e, mais recentemente, em Ténue, que conta também com a colaboração de Miquel Bernat, na percussão. Em 2026, irá lançar um álbum para viola solo e eletrónica com obras de compositores portugueses.

©André Rodrigues

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Jan
11
7:30 PM19:30

Recital Camila Mandillo • “… And now for something slightly different”

BILHETEIRA

Camila Mandillo / soprano
João Casimiro Almeida / piano


PROGRAMA
Claudio Monteverdi – “Quel Sguardo Sdegnosetto”
Gioacchino Rossini La Danza”, Tarantella Napoletana
Luciano Berio – “Ballo”, de “Folk Songs” 
Franz Schubert Die Forelle”
Johann Strauss II – “Mein Herr Marquis”, de “Die Fledermaus”
Wolfgang Amadeus Mozart – “Das Kinderspiel”
Jean-Philippe Rameau – “Aux langueurs d'Apollon”, de “Platée”
Erik Satie “La Diva de l’Empire”
Francis Poulenc “Fêtes galantes”, de “Deux Poemes de Louis Aragon”
Miguel Azguime – “The  Laugh",  intermezzo  de "A Laugh to Cry”
Cathy Berberian – “Stripsody”


“… And now for something slightly different”
«Ao longo de quatro séculos, os compositores recorreram ao humor, à ironia e à sagacidade, não como distração da seriedade, mas como forma de enfrentar as complexidades da vida.
Desde a paródia ardilosa ao exagero teatral, da travessura brincalhona ao absurdo mordaz, o riso teve sempre o seu lugar nos palcos dos concertos.
Este recital segue esse traçado, saltando de século em século, mostrando como obras compostas com centenas de anos de diferença ecoam inesperadamente umas nas outras, de diversas e surpreendentes maneiras.
Surpresa, transformação e contraste guiam o ouvinte por um caleidoscópio de séculos e estilos, ao revelarem continuidades inesperadas e ao tecerem uma viagem pelo riso musical: uma celebração da imaginação, da teatralidade e da folia humana.
“... And now for something completely different” – uma frase dos sketches irreverentes dos Monty Python – não é apenas um título, mas um ethos.
Rir é reconhecermo-nos por meio de gerações, de fronteiras, por meio de toda a história da música.»

[ENGLISH] “… And now for something slightly different” Across four centuries of music, composers have turned to humour, irony and wit, not as a distraction from seriousness, but as a way of confronting the complexities of life. From sly parody to theatrical exaggeration, from playful mischief to biting absurdity, laughter has always had its place on the concert stage. This recital follows that thread, leaping from century to century, showing how works written hundreds of years apart unexpectedly echo one another in diverse and surprising ways. Surprise, transformation, and contrast guide the listener through a kaleidoscope of centuries and styles, revealing unexpected continuities and forming a journey through musical laughter: a celebration of imagination, theatricality, and human folly. “…And now for something completely different” - a phrase borrowed from Monty Python’s irreverent sketches - is not only a title but an ethos. To laugh is to recognize ourselves across generations, across borders, across the whole history of music.


Camila Mandillo ©Catarina Fernandes

CAMILA MANDILLO

A soprano Camila Mandillo é atualmente artista em residência na Queen Elisabeth Music Chapel (Bélgica), sob a orientação de Sophie Koch e Stéphane Degout.
Formada com distinção pela Hochschule für Musik Hanns Eisler Berlin, completou a licenciatura e o mestrado sob a orientação de Martin Bruns e Uta Priew, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Recebeu também bolsas de mérito como Deutshland Stipendium; Yehudi Menuhin Live Music Now Berlin e.V, e DMR Stipendienprogramms im Rahmen von Neustart Kultur. Participou em masterclasses com artistas como Sabine Devieilhe e José van Dam, entre outros nomes de referência.
Apresenta-se regularmente em recitais, produções de ópera e música contemporânea - área onde tem vindo a receber crescente reconhecimento - destacando-se a sua participação como solista nos workshops ENOA “Composing for Voices and Orchestra” com os compositores Kaija Saariaho (2023) e Luca Francesconi (2024) com a Orquestra Gulbenkian; a estreia na produção Neuen Szenen IV na Deutsche Oper Berlin; a abertura das edições de 2022 e 2024 do Festival Música Viva com o Sond’Ar-te Electric Ensemble e com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, respetivamente; e atuações no Art’s Birthday - Euroradio Ars Acustica e no Antwerp Spring Festival com a Orchestre National de Lille.
Colaborou com ensembles como Il Gardellino Orchestra, Orchestre de l’Opéra Royal de Wallonie-Liège, IEMA Ensemble, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Orquestra Barroca da Casa da música, e desde 2020 participa ativamente em projetos com o Sond’Ar-te Electric Ensemble.
Após nomeação conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música e BOZAR, foi selecionada pela rede ECHO como uma das seis Rising Stars para a temporada 2026–2027, com uma digressão internacional por prestigiadas salas europeias.

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