Recital Camila Mandillo • “… And now for something slightly different”
Jan
11
7:30 PM19:30

Recital Camila Mandillo • “… And now for something slightly different”

BILHETEIRA

Camila Mandillo / soprano
João Casimiro Almeida / piano

PROGRAMA
Claudio Monteverdi – “Quel Sguardo Sdegnosetto”
Gioacchino Rossini La Danza”, Tarantella Napoletana
Luciano Berio – “Ballo”, de “Folk Songs” 
Franz Schubert Die Forelle”
Johann Strauss II – “Mein Herr Marquis”, de “Die Fledermaus”
Wolfgang Amadeus Mozart – “Das Kinderspiel”
Jean-Philippe Rameau – “Aux langueurs d'Apollon”, de “Platée”
Erik Satie “La Diva de l’Empire”
Francis Poulenc “Fêtes galantes”, de “Deux Poemes de Louis Aragon”
Miguel Azguime – “Intermezzo”, de “A Laugh to Cry”
Cathy Berberian – “Stripsody”

“… And now for something slightly different”
«Ao longo de quatro séculos, os compositores recorreram ao humor, à ironia e à sagacidade, não como distração da seriedade, mas como forma de enfrentar as complexidades da vida.
Desde a paródia ardilosa ao exagero teatral, da travessura brincalhona ao absurdo mordaz, o riso teve sempre o seu lugar nos palcos dos concertos.
Este recital segue esse traçado, saltando de século em século, mostrando como obras compostas com centenas de anos de diferença ecoam inesperadamente umas nas outras, de diversas e surpreendentes maneiras.
Surpresa, transformação e contraste guiam o ouvinte por um caleidoscópio de séculos e estilos, ao revelarem continuidades inesperadas e ao tecerem uma viagem pelo riso musical: uma celebração da imaginação, da teatralidade e da folia humana.
“... And now for something completely different” – uma frase dos sketches irreverentes dos Monty Python – não é apenas um título, mas um ethos.
Rir é reconhecermo-nos por meio de gerações, de fronteiras, por meio de toda a história da música.»

[ENGLISH] “… And now for something slightly different” Across four centuries of music, composers have turned to humour, irony and wit, not as a distraction from seriousness, but as a way of confronting the complexities of life. From sly parody to theatrical exaggeration, from playful mischief to biting absurdity, laughter has always had its place on the concert stage. This recital follows that thread, leaping from century to century, showing how works written hundreds of years apart unexpectedly echo one another in diverse and surprising ways. Surprise, transformation, and contrast guide the listener through a kaleidoscope of centuries and styles, revealing unexpected continuities and forming a journey through musical laughter: a celebration of imagination, theatricality, and human folly. “…And now for something completely different” - a phrase borrowed from Monty Python’s irreverent sketches - is not only a title but an ethos. To laugh is to recognize ourselves across generations, across borders, across the whole history of music.


Camila Mandillo ©Catarina Fernandes

CAMILA MANDILLO

A soprano Camila Mandillo é atualmente artista em residência na Queen Elisabeth Music Chapel (Bélgica), sob a orientação de Sophie Koch e Stéphane Degout.
Formada com distinção pela Hochschule für Musik Hanns Eisler Berlin, completou a licenciatura e o mestrado sob a orientação de Martin Bruns e Uta Priew, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Recebeu também bolsas de mérito como Deutshland Stipendium; Yehudi Menuhin Live Music Now Berlin e.V, e DMR Stipendienprogramms im Rahmen von Neustart Kultur. Participou em masterclasses com artistas como Sabine Devieilhe e José van Dam, entre outros nomes de referência.
Apresenta-se regularmente em recitais, produções de ópera e música contemporânea - área onde tem vindo a receber crescente reconhecimento - destacando-se a sua participação como solista nos workshops ENOA “Composing for Voices and Orchestra” com os compositores Kaija Saariaho (2023) e Luca Francesconi (2024) com a Orquestra Gulbenkian; a estreia na produção Neuen Szenen IV na Deutsche Oper Berlin; a abertura das edições de 2022 e 2024 do Festival Música Viva com o Sond’Ar-te Electric Ensemble e com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, respetivamente; e atuações no Art’s Birthday - Euroradio Ars Acustica e no Antwerp Spring Festival com a Orchestre National de Lille.
Colaborou com ensembles como Il Gardellino Orchestra, Orchestre de l’Opéra Royal de Wallonie-Liège, IEMA Ensemble, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Orquestra Barroca da Casa da música, e desde 2020 participa ativamente em projetos com o Sond’Ar-te Electric Ensemble.
Após nomeação conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música e BOZAR, foi selecionada pela rede ECHO como uma das seis Rising Stars para a temporada 2026–2027, com uma digressão internacional por prestigiadas salas europeias.

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Sond’Ar-te 3 Mulheres
Mar
21
7:30 PM19:30

Sond’Ar-te 3 Mulheres

BILHETEIRA

Sond’Ar-te Electric Ensemble
Camila Mandillo / soprano
Sílvia Cancela / flauta
Elsa Silva / piano

PROGRAMA:
Marta Domingues – [nova obra] *EA
Ângela da Ponte – “Da keine worte nur töne” (1º prémio concurso LIED Alvaro garcia Zúñiga)
Miguel Azguime – “Genealogias da Matéria”
Miguel Azguime – “Genealogias do Horizonte”

*EA – estreia absoluta

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Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas • ópera de Vitor Rua
Mar
28
7:30 PM19:30

Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas • ópera de Vitor Rua

Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas

Autoria: Vitor Rua
Co-autoria, performance: João Pedro Lourenço
Declamação de Prosa: João Reis

Parte 1: "Harmonia das Marés"
Parte 2: "Ritmos da Terra"
Parte 3: "Ecos do Ar"
Parte 4: "Batidas do Fogo"
Parte 5: "Sinfonia Urbana"
Parte 6: "Pulsar das Estrelas"

"Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas" é um espetáculo multimédia que transcende fronteiras artísticas, oferecendo uma experiência sensorial e intelectual única. Integrando performance percussiva, projecções de vídeo, luminotecnia, cenografia imersiva, poesia e processamento de som em tempo real, esta obra transforma a arte num veículo poderoso para reflectir sobre a interconexão entre o ser humano, a natureza e o cosmos.
Concebido por Vitor Rua e magistralmente interpretado por João Pedro Lourenço e João Reis, o espectáculo inspira-se na Teoria das Cordas da física quântica, que postula que todas as partículas do universo vibram como as cordas de um instrumento musical. Este conceito científico é aqui transposto para o universo artístico, criando uma metáfora que combina as vibrações sonoras com as ressonâncias do mundo natural e cósmico. A obra também se enraíza na antiga ideia da Música das Esferas, uma visão que imaginava o movimento dos astros como uma sinfonia celestial, invisível mas omnipresente.
Através de seis partes distintas, cada uma dedicada a um elemento ou aspecto da natureza – da água ao fogo, do vento às florestas, do urbano ao universal – o espetáculo transforma preocupações ambientais em arte. Cada secção é cuidadosamente trabalhada, utilizando instrumentos de percussão e técnicas avançadas de processamento sonoro, para criar paisagens sonoras que reflectem tanto a beleza quanto a fragilidade do planeta.
Mais do que uma mera apresentação artística, "Ressonâncias Climáticas" é uma experiência imersiva que convida o público a sentir, ouvir e pensar sobre a nossa responsabilidade para com o mundo que habitamos. Num momento em que a humanidade enfrenta crises ambientais sem precedentes, este espectáculo surge como um apelo à acção e uma celebração da harmonia universal que conecta todos os seres e elementos do cosmos.
Este espectáculo narra as mudanças climáticas, mas celebra a teia invisível que conecta cada ser vivo, cada elemento, cada som. A Teoria das Cordas encontra a sua metáfora mais vibrante, e a Música das Esferas torna-se tangível. Entre o vibrafone e a bateria, do oceano profundo ao cosmos infinito, somos confrontados com a urgência de preservar, compreender e amar o nosso lugar na sinfonia eterna.

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